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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Eduardo Leite é vaiado em evento com Lula e solta frase que virou cena de novela política

Governador do RS enfrenta vaia em cerimônia oficial, responde ao vivo e transforma protocolo em capítulo dramático.

Kátia Flávia

21/01/2026 13h00

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi alvo de vaias durante seu discurso. Foto: Reprodução/CanalGov

Amigas, eu sou dessas que sente o cheiro do climão antes mesmo de abrir a matéria. E esse evento no Rio Grande do Sul tinha tudo para ser burocrático, técnico, cheio de sigla e discurso lido. Só que entrou Eduardo Leite, o galã institucional do Sul, e a plateia resolveu virar figurante revoltado.

Eu vi e pensei. Lá vem cena.

O governador começou a falar e foi recebido com vaia. Não foi aquela vaia tímida, educada, de quem se arrepende depois. Foi vaia de plateia que acha que está em ato político e esquece que é cerimônia oficial. Eduardo parou, respirou e resolveu responder ali mesmo, olhando para o público como quem encara a câmera no capítulo decisivo.

“Esse é o amor que venceu o medo?”

Pronto. A frase saiu andando sozinha e virou protagonista.

A partir dali, o discurso virou desabafo com verniz institucional. Eduardo pediu respeito ao cargo, lembrou que estava ali cumprindo função pública e frisou que tanto ele quanto o presidente foram eleitos pelo mesmo povo. Falou que aquilo não era comício, era agenda oficial, e deixou claro que hostilizar quem pensa diferente só piora a polarização.

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Apesar das vaias, Leite reforçou que Lula é sempre “bem-vindo” no estado do Rio Grande do Sul. Foto: Reprodução/ RBS TV

Eu, Kátia Flávia, já vi esse tipo de cena em novela, em reality e em jantar de família que começa em paz e termina com gente levantando da mesa. O roteiro é conhecido. Um personagem tenta manter a postura enquanto o ambiente pede barraco. Nem sempre dá certo.

Depois, Eduardo ainda comentou que esse tipo de reação alimenta rancor, mágoa e divisão. Usou o discurso da união, do respeito entre poderes e da convivência democrática. Tudo muito sério, tudo muito pensado para repercutir além daquele salão.

Enquanto isso, Lula seguia como o presidente da cena, participando da assinatura de contratos da Petrobras para construção de navios, empurradores e barcaças. Um evento que deveria render nota técnica acabou rendendo manchete política com frase de efeito.

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