O babado político da semana, meus amores! O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) resolveu oficializar aquilo que já estava vivendo na prática: pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer seu mandato direto dos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro.
No ofício enviado nesta quinta-feira (28/8), e claro, divulgado nas redes sociais, o “03” do clã Bolsonaro justificou que sofre perseguição política e jurídica por parte do ministro do STF Alexandre de Moraes. Por isso, decidiu permanecer em terras americanas.
Eduardo ainda alegou que não pretende abrir mão do cargo e que já cumpre uma “diplomacia parlamentar” fora do país. “Essa decisão se mostrou acertada, pois em 20 de agosto a imprensa noticiou meu indevido indiciamento, justamente em razão da atividade parlamentar legítima que exerço no exterior”, escreveu no documento.

O pedido veio depois de ele ter estendido sua estadia para além dos 120 dias de licença não remunerada. O prazo venceu em 20 de julho e, segundo o regimento interno da Câmara, não poderia ser renovado. Mais: a lei é clara, o parlamentar que faltar a mais de um terço das sessões em um ano perde automaticamente o mandato.
Mas, meus caros, se depender de Eduardo, ele não arredará o pé da América tão cedo! Às vésperas do fim do prazo, ele já tinha deixado escapar: “Se for o caso de perder o mandato, vou perder o mandato e continuar aqui. O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil”.
Enquanto isso, Hugo Motta, que já foi questionado várias vezes pela imprensa sobre a situação, tem reiterado que não há brecha legal para deputados atuarem à distância.