Amores, preparem os lenços de linho e o Prosecco: Eduardo Bolsonaro resolveu abrir o coração, e a timeline, para defender ninguém menos que Donald Trump, após o ex-presidente americano anunciar uma taxação de 50% sobre as delícias exportadas do Brasil para os Estados Unidos. Sim, cinquenta por cento, meu bem! Isso mesmo que você ouviu: o que era caro, agora virou peça de colecionador.
E como se não bastasse o plot twist tributário, o deputado licenciado, atualmente morando nos States como um influencer da pátria conservadora, fez um post digno de reality show de bilionários, pedindo que os brasileiros agradeçam ao loiro republicano como se fosse o próprio Papai Noel tarifário. “Vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz”, escreveu ele, como se estivéssemos todos em Aspen, debaixo de neve, cantando o hino com uma bandeira de strass.
O mimo, segundo ele, é parte de um esforço para aplicar a Lei Magnitsky, uma regra chiquérrima dos EUA que permite punir autoridades acusadas de abusos e corrupção, e adivinhem o alvo? Ele mesmo, o ministro Alexandre de Moraes, atual pesadelo da ala bolsonarista.

Enquanto Eduardo distribui corações vermelhos para Trump, o presidente Lula ficou um tanto… como dizer?… pouco animado. Convocou uma reunião de emergência, sacou uma nota oficial e praticamente gritou: “Reciprocidade, amores! Não mexe com meu aço nem com minha soja!”
O governo prometeu retaliações à altura, e não do salto agulha, viu? Coisas reais mesmo, como ajuste na legislação e defesa da soberania nacional. Um verdadeiro barraco diplomático gourmet, servido com gelo e tensão.
Agora resta saber: vai sobrar para o produtor rural? Para o setor de aço? Ou para a pobre da perua que só queria seu cosmético nacional com preço decente na mala de Miami?
Enquanto isso, Eduardo, de bem com a vida e o dólar turismo, segue postando como se fosse o embaixador do “clube dos ricos com Wi-Fi”.