Gente, assim que acordei, verifiquei meu iPhone para não perder os baphos no grupo das fofoqueiras do Rio, eis que vejo um vídeo em que membros de uma rádio destilam ódio contra Cariúcha. Amores, eu nem sou tão fã dela, mas o que falaram não foi apenas falta de noção… meu bem, foi um verdadeiro show de ataque à dignidade alheia.
Acontece que, durante uma transmissão do programa Chupim, da Rádio Metropolitana, Cariúcha, do Fofocalizando, foi alvo de preconceito e constrangimento por causa de sua origem periférica.
Os apresentadores Marcelo Barbur, Barthô Xavier e Rafael Ilha ironizaram a trajetória de superação da comentarista de fofocas, e acabaram ultrapassando o limite do respeito e da empatia.
Os comentários de ódio velados de piada tiveram início após Barbur questionar os membros do programa sobre o que estaria acontecendo com a Cariúcha no programa do SBT.

Em seguida, Barthô Xavier começou a desdenhar da origem humilde da comentarista: “Não pode dar dinheiro pra pobre. Se pobre subir no tijolo faz discurso”.
Raciocínio preconceituoso que foi completado pelo âncora do Chupim, Marcelo Barbur: “Eu conheço muita gente humilde que, quando começou a ganhar o Bolsa Família, ficou insuportável”, debochou.

Aos risos, Rafael Ilha completou a série de opiniões discriminatórias sobre a jovem: “[A fama] subiu pra cabeça. Ego de gente sem talento, sem preparo. A Cariúcha veio pra televisão como inimiga da Jojo Todynho, esse é o talento dela, ser barraqueira”, finalizou Rafael Ilha.
Ambos ridicularizaram a origem, a personalidade e a trajetória de Cariúcha usando discursos que vão além do humor ou da liberdade de expressão.
Cada uma das declarações preconceituosas encabeçadas por Marcelo, Barthô e Rafael, transmitidas para milhares de pessoas durante a exibição do programa, feriram os princípios básicos do respeito e da dignidade humana, que é direito de todos.

As falas desrespeitosas dos apresentadores do ‘Chupim’ levantam questões sérias que vão além do limite do humor e podem, inclusive, ser avaliadas pela Justiça. Casos como racismo, injúria racial, discriminação social e o uso indevido de um espaço de concessão pública são apontados como possíveis violações.
O episódio também chama atenção para a importância da responsabilidade ética na comunicação, especialmente quando se trata de veículos com grande alcance.
Em menos de dois minutos, Cariúcha foi limitada a estereótipos que reforçam preconceitos raciais, misóginos e de exclusão social, fatos cada vez mais frequentes e sem pudor algum nas grandes mídias.
Amores, não que eu vá virar defensora real oficial da Cariúcha, até porque, ela já paga os ‘Instagranzinhos’ de fofoca pra fazer isso e ela tem a assessoria do SBT para fazer a sua defesa, mas, sinceramente, isso tudo passou do limite!