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Kátia Flávia
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Dragon Ball Age 1000: o “testamento final” de Akira Toriyama leva a franquia 216 anos além de Goku

Novo jogo previsto para 2027 se passa no ano Age 1000 da cronologia oficial e avança a história 216 anos após Dragon Ball Z. O projeto resgata ideias pouco conhecidas do Dragon Ball Online e apresenta um novo protagonista criado pelo próprio Akira Toriyama.

Kátia Flávia

25/01/2026 8h34

Novo jogo previsto para 2027 se passa no ano Age 1000 da cronologia oficial e avança a história 216 anos após Dragon Ball Z. O projeto resgata ideias pouco conhecidas do Dragon Ball Online e apresenta um novo protagonista criado pelo próprio Akira Toriyama.

Amados , já aviso logo de cara, isso aqui não é só joguinho para fã saudosista, isso é capítulo derradeiro de novela japonesa com orçamento de superprodução. O anúncio de Dragon Ball Age 1000 caiu como bomba cósmica no colo da internet porque empurra a franquia para um ponto que quase ninguém ousou olhar direito.

Age 1000 não é nome bonito jogado ao vento. É um ano específico da cronologia oficial de Dragon Ball, situado 216 anos depois do adeus de Goku no fim de Dragon Ball Z, lá no Age 784, quando ele larga tudo para treinar Uub. Traduzindo para a linguagem da fofoca, Goku virou lenda, Virou nome de praça, busto em museu e história contada para criança dormir.

Esse futuro distante já tinha sido explorado no obscuro e quase mítico Dragon Ball Online, um MMO que nunca chegou com força ao Ocidente. Ali surgiram humanos treinando artes marciais, namekuseijins vivendo na Terra, descendentes de saiyajins e até a raça Majin formada a partir do legado de Majin Buu. Muita gente nunca viu isso, nunca jogou, nunca soube. A Bandai Namco foi lá, abriu a gaveta esquecida e decidiu transformar isso em projeto grande.

O ponto que muda tudo é o envolvimento direto de Akira Toriyama. O autor concebeu a história, ajudou a desenhar o mundo e criou um protagonista inédito, um jovem saiyajin de cabelo branco, visual de RPG moderno e roupa com selo da Capsule Corp. Nada de clone emocional do Goku. Aqui entra um herdeiro distante, com outra energia, outro peso e outro tipo de jornada.

Nos bastidores, produtores já tratam esse personagem como substituto oficial de Goku dentro desse recorte temporal. E isso, meus amores, é gigantesco. Dragon Ball sempre girou em torno do mesmo eixo familiar. Age 1000 corta o cordão, empurra a narrativa para frente e assume que a franquia precisa sobreviver além do seu herói original.

O jogo está em desenvolvimento há mais de seis anos, promessa de escopo maior do que os títulos recentes, com ideias recicladas e atualizadas de Dragon Ball Online, incluindo ameaças ligadas a distorções temporais, regiões da Terra com visual alienígena e conflitos que não dependem de Freeza, Cell ou Majin Buu voltando do túmulo pela décima vez.

Com a morte recente de Toriyama, Age 1000 ganhou um peso simbólico que ninguém ignora. Para muita gente da indústria, esse projeto funciona como um testamento criativo nos videogames, um último empurrão para garantir que Dragon Ball continue respirando sem precisar reviver Goku eternamente.

A Bandai Namco promete revelar mais detalhes no Dragon Ball Games Battle Hour 2026, em abril, em Los Angeles. Até lá, o que existe é um futuro aberto, um Dragon Ball sem Goku em cena, com outro protagonista, outra Terra e uma mitologia que finalmente avança no calendário.

E eu, confesso. Isso aqui tem cheiro de virada histórica. Quem entender agora vai sair na frente. Quem ignorar, vai fingir surpresa depois.

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