Estou aqui em Milão e acabei de ver o vídeo do portal LeoDias com o relato do França, dono da barbearia que virou epicentro do escândalo. Ele falou com exclusividade ao repórter Sérgio Júnior, que foi até o local, e o que saiu daí é um roteiro que nenhuma assessoria de imprensa conseguiria inventar.
Pedro entrou sem camisa, sentou na cadeira do barbeiro sem pedir nada, foi ignorado por um tempo, as câmeras o flagraram fumando cigarro do lado de fora, depois voltou, colocou a camisa dentro da própria barbearia e na hora da cobrança virou o personagem: “você sabe quem eu sou?” O proprietário respondeu que sim, que sabia, e que mesmo assim teria que pagar.
Nas redes, o vídeo do Leo Dias multiplicou as visualizações do caso numa velocidade que o próprio ex-brother não alcançava desde os tempos de horário nobre. O portal publicou, os raters tomaram conta, e os comentários oscilaram entre quem achou o relato do dono revelador e quem continuou defendendo a versão da equipe de Pedro. A defesa, que já virou de lado uma vez nessa história, ficou em silêncio enquanto o áudio circulava.
O detalhe que a entrevista do França entrega com mais peso é a parte em que ele conta que a barbearia tem onze anos no bairro sem esse tipo de episódio. Alguém que acabou de sair de clínica psiquiátrica, carregando a pressão de um processo por importunação sexual e a rejeição pública do reality, entrar num estabelecimento anunciando quem é na hora em que a conta chegou sinaliza uma confusão entre fama e imunidade que a internação não resolveu.
França mantém o boletim de ocorrência. A equipe de Pedro fala em surto. O ex-BBB ainda não apareceu. E a pergunta que fica pairando sobre tudo isso é simples: a clínica deu alta cedo demais, ou a fama deu a Pedro a sensação de que o mundo do lado de fora ia funcionar diferente?