Menina, o Big Brother Brasil 26 conseguiu transformar um frasco de própolis, uma mala aberta e um casaco velho em novela completa. Juliano Floss caiu no choro depois que Pedro derramou própolis na mala dele e acabou sujando o famoso casaco de Marina Sena. Sim, o casaco. A peça sagrada. O talismã emocional.
Juliano levou a roupa da namorada para o confinamento porque, segundo ele, o tecido guarda o cheiro dela. E esse detalhe, que já tinha virado assunto dias antes, explodiu de vez ali na cozinha. Ao perceber que o própolis tinha impregnado o casaco, ele se irritou por Pedro não ter avisado na hora, discutiu, saiu de perto e foi desabar no quarto, com direito a lágrimas, abraço coletivo e clima de velório fashion.
Entre soluços, Juliano explicou que a dor não vinha da sujeira em si. O drama estava no fato de o cheiro ter sumido. A presença simbólica da namorada evaporou junto com o perfume. Para parte do público, exagero de reality. Para outra parte, retrato fiel da carência que o confinamento provoca. A internet, claro, fez o que sabe fazer. Meme, piada, debate e replay em câmera lenta.
A história ganhou ainda mais tempero porque Juliano já tinha contado dentro da casa que gosta de cheirar o sovaco de Marina Sena. Falou rindo, sem filtro, daquele jeito que reality adora capturar. A declaração voltou à tona na mesma velocidade do própolis derramado, ligando o choro ao fetiche e levando o assunto direto para o horário nobre.
Daí pra frente, foi um prato cheio. Portais começaram a explicar o tal do axilismo, o nome chique para o fetiche por axilas. Especialistas surgiram dizendo que preferências olfativas são comuns, só ficam escondidas por vergonha. Juliano virou exemplo involuntário de um desejo que muita gente sente, mas poucos admitem em voz alta, ainda mais com câmera ligada.
Dentro da narrativa do programa, o casaco virou personagem. Em confinamento, objeto pessoal vira âncora emocional. Uma roupa deixa de ser roupa e passa a carregar afeto, memória e segurança. Por isso a sujeira teve peso de tragédia para o brother.
E tem outro ponto que incomodou muita gente. Um homem jovem, influenciador, chorando em rede nacional por um casaco e falando abertamente de fetiche. Isso bate de frente com a masculinidade engessada que parte do público ainda espera ver. Uns aplaudem a vulnerabilidade. Outros torcem o nariz e chamam de frescura.