Ai, meu amor, olha que plot digno de série da Netflix com produção milionária: William Pereira Rogatto, mais conhecido como o ousadíssimo “Rei do Rebaixamento”, desembarcou no Brasil na última sexta-feira (29/8), mas não pense que foi em jatinho particular ou em classe executiva com champanhe francesa. Nada disso! Ele veio extraditado direto de Dubai, onde foi preso pela Interpol, um verdadeiro downgrade no lifestyle.
O moço, que um dia circulou entre arranha-céus de luxo, agora encara uma nova passarela: a da Polícia Federal, que o investiga por lavagem de dinheiro, organização criminosa e manipulação de resultados esportivos. Chic? Só que não.
E como se não bastasse, Rogatto ainda adora contar vantagem. Em plena CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, ele soltou, sem o menor pudor, que já rebaixou 42 clubes de futebol. Isso mesmo, quarenta e dois! E com a maior naturalidade, como se falasse da coleção de bolsas Hermès. “Rebaixei 42 times e sou conhecido como ‘Rei do Rebaixamento’. Não dá pra ganhar dinheiro sem rebaixá-los”, disse o rapaz, com ares de quem comenta o cardápio do dia.
Detalhe: ele mesmo admitiu ter faturado mais de R$ 300 milhões manipulando partidas, um escândalo que faria até magnata do petróleo levantar a sobrancelha. Segundo ele, árbitros, jogadores e até presidentes de clubes entravam no jogo. É praticamente a alta sociedade do crime esportivo.
Nas redes, até o senador Carlos Portinho (PL) não resistiu a dar sua opinião, clamando por uma delação premiada: “O futebol brasileiro merece”, escreveu, como quem pede um bom vinho para acompanhar o jantar.
Agora, o “Rei” está de volta ao reino tupiniquim, mas em vez de trono, o que o espera é uma cela coletiva. Um verdadeiro tombo de novela: de Dubai direto para o camburão.