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Kátia Flávia
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Diesel Outono Inverno 2026 vira festa, caos, luxo e bolsa

A Diesel levou para a passarela uma coleção que simula o dia seguinte da melhor festa, com torções, amarrações “erradas” e denim marcado como memória permanente. O desfile também virou manifesto visual, com um cenário imersivo montado a partir de milhares de objetos reaproveitados e peças de arquivo da marca.

Kátia Flávia

25/02/2026 9h00

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O desfile Diesel Outono Inverno 2026 abre o cofre da marca em uma celebração vibrante do universo Diesel. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

Eu vi a Diesel Outono Inverno 2026 e já aviso. Glenn Martens resolveu transformar a passarela num pós noite épico, aquele horário em que você procura o celular, a dignidade e um café forte, tudo ao mesmo tempo. A coleção vem com essa energia de manhã seguinte, só que com salto alto e cara de quem fez check-out sorrindo.

photo: filippo fior / gorunway.com
Tops de jersey com dupla camada parecem amarrotados, como se tivessem sido jogados no corpo. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

O truque aqui é simples e maldoso. Nada de roupa certinha pedindo desculpa por existir. Tem torção e amarração que parecem feitas no improviso, e justamente por isso funcionam. O denim aparece tratado para ganhar vincos que ficam, como se a peça tivesse vivido uma madrugada inteira e voltado para contar história.

photo: filippo fior / gorunway.com
Alguns jeans são extra longos, com fendas verticais discretas próximas ao tornozelo, perfeitas para encaixar um salto stiletto. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

E o cenário? Um delírio organizado. A marca abriu o próprio baú e jogou o arquivo na sala, com uma instalação cheia de objetos reaproveitados e referências do universo Diesel desde 1978. Fica com cara de museu pop, só que com barulho de festa e luz de flagrante.

photo: filippo fior / gorunway.com
Cerca de 50.000 peças do arquivo Diesel Memorabilia são apresentadas como um registro vivo da evolução da marca desde 1978. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

Na cartilha do styling, eu vi jersey com dupla camada parecendo amarrado no corpo, tricô propositalmente amassado, jeans com textura marcada, e umas saias e camisetas com aquele ar de peça que já saiu do ringue e ainda venceu. Tem brilho aqui e ali, tem crystal, tem recorte, tem volume. Casacos surgem grandões, meio sem estrutura, como se você tivesse pegado o look do guarda-roupa e saído correndo, mas correndo com intenção.

photo: filippo fior / gorunway.com
As peças são exibidas quase como evidências forenses sob luzes intensas. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

A Diesel também aproveitou para empurrar acessório na nossa cara, do jeito que eu gosto. Bolsa nova, a D One, aparece com alças que viram tiras longas pelo corpo, além de versões em couro e denim com aplicações. Nos pés, a proposta vai do scarpin ao ankle boot, com bico pontudo e uma construção que dá presença.

photo: filippo fior / gorunway.com
Casacos e jaquetas de alpaca e lã com volume ampliado são apresentadas sem forro e sem estrutura. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

Em eyewear, entram armações curvas com detalhe de logo, e tem relógio unissex com pegada de joia, exibido na passarela em prata e dourado, com versão cheia de brilho para quem quer ser visto do outro lado da rua. Eu respeito.

photo: filippo fior / gorunway.com
A marca tem compromisso com upcycling como forma de expressão criativa. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

Resumo da ópera. A Diesel fez uma coleção que parece bagunça, mas é cálculo puro. É o glamour do dia seguinte, só que com a cara lavada e o coração ainda acelerado. Se a moda tem termômetro, aqui ele marcou febre.

photo: filippo fior / gorunway.com
O denim é tratado com resina para criar vincos permanentes, como se os jeans tivessem sido usados a noite inteira e o dia todo, repetidas vezes. Foto: divulgação/Filippo fior/gorunway.com

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