César Tralli e Renata Vasconcellos vão se afastar temporariamente da bancada do Jornal Nacional a partir desta segunda-feira (20). Durante a ausência dos titulares, a Globo deve adotar o esquema de substituições já usado em fins de semana e feriados.
Eu ainda estava no café da manhã da pousada em Campos, com 13 graus lá fora e uma meia grossa que parecia uniforme de sobrevivência, quando apareceu a notícia de que o JN vai ficar sem Tralli e Renata ao mesmo tempo. Larguei o pão de queijo na metade, olhei para a manteiga como quem consulta uma fonte de bastidor e pensei: pronto, nem a bancada mais famosa do país escapou do revezamento de julho.
Segundo as informações divulgadas, Renata Vasconcellos terá alguns dias de folga depois de voltar dos Estados Unidos, onde participou da cobertura da final da Copa do Mundo. Já César Tralli entrará em férias e deve ficar afastado do telejornal até agosto.
A Globo ainda não informou oficialmente quais jornalistas ocuparão a bancada durante todo o período. A tendência é que a emissora use a mesma política de substituições aplicada em fins de semana e feriados, com nomes da casa cobrindo as ausências dos titulares.
E eu, que já tinha puxado a cadeira mais para perto da janela só para fingir elegância serrana, vou falar uma coisa: na Globo, até férias viram bastidor. Porque quando sai um apresentador, é escala. Quando saem dois do Jornal Nacional ao mesmo tempo, vira leitura de mercado, especulação de corredor, aposta de substituto e gente tentando enxergar crise onde pode haver só agenda, descanso e RH funcionando.
O afastamento dos dois chama atenção pelo peso simbólico da bancada. Tralli e Renata comandam o principal telejornal da emissora em um momento de calendário apertado, entre fim de Copa do Mundo, rearrumação da programação e aproximação da cobertura eleitoral de 2026.
Renata e Tralli devem voltar antes da fase mais intensa da cobertura das eleições. Até lá, eu sigo de olho entre um gole de café e outro, porque bancada vazia no JN é igual cadeira livre em mesa de família rica: alguém sempre quer saber quem vai sentar primeiro.
No fim, não é queda, não é adeus e não é mistério de novela das nove. É uma ausência temporária. Mas, convenhamos, quando o Jornal Nacional fica sem seus dois rostos principais ao mesmo tempo, o barulho é inevitável.