Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

De volta ao Brasil, estilista das celebridades desabafa sobre “síndrome de vira-lata” no mercado nacional

Comandando a Victoria Alta Costura, Charles Hermann vê procura por suas criações disparar após reconhecimento internacional e anuncia collabs inéditas para a nova temporada.

Kátia Flávia

15/01/2026 13h00

whatsapp image 2026 01 15 at 12.03.21 (1)

Charles Hermann analisa o impacto econômico da moda autoral e revela como o reconhecimento fora do país impulsionou convites e propostas no cenário nacional. Foto: dviulgação

A indústria global da moda atravessa um ciclo de reposicionamento estrutural. Segundo a McKinsey & Company, o setor movimenta mais de US$ 2,5 trilhões por ano, com crescimento impulsionado por marcas autorais, criadores independentes e propostas que unem identidade cultural, excelência técnica e visão de longo prazo. É nesse contexto que Charles Hermann, sócio e diretor criativo da Victoria Alta Costura, passa a ser observado não apenas como estilista, mas como um ativo estratégico do fashion business brasileiro.

Nos últimos anos, o criador vem acumulando feitos relevantes no cenário internacional, com trabalhos que ultrapassaram fronteiras e passaram a dialogar com mercados altamente exigentes. Paralelamente, suas criações também ganharam forte presença no circuito nacional, vestindo personalidades que transitam entre televisão, moda, empreendedorismo e entretenimento.

whatsapp image 2026 01 15 at 12.03.21
Sócio da Victoria Alta Costura projeta expansão da marca e critica a dificuldade estrutural de reconhecer talentos internos. Foto: dviulgação

O reconhecimento fora do país, no entanto, acabou funcionando como um ponto de inflexão também no Brasil. “Achei engraçado como meu telefone começou a tocar mais depois que as coisas aconteceram lá fora”, comenta Charles. “De repente, surgiram convites, propostas e interesses que não existiam antes, embora o trabalho já estivesse sendo construído há bastante tempo.”

A observação escancara uma contradição histórica do mercado nacional. Apesar de a moda movimentar cerca de R$ 190 bilhões por ano no Brasil e responder por aproximadamente 9% dos empregos formais, segundo a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o reconhecimento interno ainda costuma depender da validação estrangeira.

Para Charles Hermann, trata-se de um reflexo cultural persistente. “A síndrome de vira-lata parece nunca sair de uso entre as figuras públicas no Brasil — sejam da geração A, B ou Z”, afirma. “Existe uma dificuldade estrutural de reconhecer valor antes que ele venha carimbado de fora.”

whatsapp image 2026 01 15 at 12.03.21 (2)
Estilista das celebridades planeja collabs de impacto e reforça a importância da consistência na construção de uma marca de luxo. Foto: dviulgação

À frente da direção criativa da Victoria Alta Costura, o estilista encara o momento como etapa de consolidação e expansão. Para o ano que se inicia, ele revela estar à frente de projetos ainda mais ambiciosos, com foco em fortalecimento de marca e inovação criativa. Estão no planejamento lançamentos de collabs inéditas, pensadas para surpreender o público e reposicionar a maison em novos territórios da moda contemporânea.

Outro indicador claro da força de seu nome é o segmento bridal. Charles revela que a agenda de vestidos de noiva da Victoria Alta Costura para 2026 e 2027 já está completamente fechada, um sinal de prestígio, planejamento antecipado e alta demanda por criações exclusivas e personalizadas.

“Moda não é apenas sobre tendência, mas sobre visão, consistência e construção de legado”, resume. Em um mercado cada vez mais orientado por estratégia e diferenciação, Charles Hermann se consolida como um dos criadores brasileiros capazes de transformar reconhecimento internacional em relevância contínua, influência cultural e valor de marca.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado