Sim, você leu certo. O mesmo Snoop Dogg, ícone absoluto do rap, da cultura canábica e do deboche explícito, resolveu apertar o freio, olhar para o céu e avisar ao mundo que agora é um cristão renascido. E não foi num post discreto. Foi com álbum gospel, discurso espiritual e zero medo do julgamento alheio.
O disco atende pelo nome de Altar Call, lançado em abril de 2025, com nada menos que 21 faixas que misturam louvor, cura emocional, perdão e esperança com batida de hip hop e R&B. Traduzindo: Jesus entrou no estúdio, mas o beat ficou.

Segundo o próprio Snoop, “Jesus mudou minha vida”. A frase caiu como bomba entre fãs antigos, críticos e curiosos profissionais da internet, aquela turma que vive de perguntar “mas e agora, quem ele é?”. O rapper não fugiu do embate. Pelo contrário. Pediu compreensão, braços abertos e menos pedras virtuais. Um apelo quase bíblico para os tempos de cancelamento.
O projeto ainda carrega uma camada emocional pesada. Altar Call é dedicado à memória de sua mãe, Beverly Tate, que morreu em 2021 e teve papel central na formação espiritual do artista. Ou seja, não é jogada aleatória, nem conversão de domingo à noite. Tem luto, tem fé e tem narrativa pessoal.

E antes que alguém grite “surto tardio”, vale lembrar: essa não é a primeira vez que Snoop flerta com o gospel. Em 2018, ele já havia lançado Bible of Love, bem recebido no meio religioso. A diferença agora é o tom. Não é flerte. É compromisso público.
Resultado? A internet ficou dividida. Uns chamam de redenção, outros de contradição ambulante. E euzinha, observo tudo com aquela cara clássica de quem pensa: o mundo gira, o rap muda e até o Snoop Dogg resolveu salvar a alma.