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Kátia Flávia
Kátia Flávia

David Butter chega ao topo da EBC e mexe no tabuleiro interno

Decreto publicado, cadeira trocada e bastidor fervendo. A EBC acordou com novo comandante e um recado claro sobre rumo, poder e visibilidade.

Kátia Flávia

15/01/2026 10h30

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O jornalista David Butter é o novo diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Felipe Rau/Reprodução Estadão

Segura essa porque o Diário Oficial não costuma causar esse alvoroço todo, mas hoje causou. O presidente Lula bateu o martelo e nomeou David Butter como novo diretor-geral da EBC. Troca feita, jogo andando e Brasília comentando nos corredores.

Butter não caiu de paraquedas. São 25 anos de estrada no jornalismo, passagem por TV Globo, GloboNews, G1 e uma carreira que mistura redação, comando, produtora própria e até literatura premiada. Currículo de quem sabe onde pisa e, mais importante, sabe onde quer chegar.

O discurso veio redondo e com recado interno. Comunicação pública com relevância real, menos bolha, mais alcance, mais gente vendo, ouvindo e se reconhecendo. Tradução livre do bastidor, a EBC precisa aparecer mais, falar melhor e parar de conversar só consigo mesma.

Enquanto isso, Bráulio Ribeiro não sai de cena, só muda de cadeira. Ele reassume a Dotec, área estratégica, técnica e cheia de poder silencioso. Foi ele quem puxou a expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública, abriu 14 novos canais em 2025 e coordenou transmissões de peso como BRICS e COP30. Nada de prêmio de consolação, é reposicionamento puro.

No resumo da ópera, a EBC entra numa nova fase com dois movimentos claros. Um rosto novo no comando político-editorial e um nome experiente segurando a engrenagem técnica. Para quem acompanha comunicação pública, vale prestar atenção. Para quem trabalha no setor, vale anotar. A dança das cadeiras começou e ninguém está fingindo que não viu.

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