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Kátia Flávia
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Daniel Tonetto reúne leitores por 12 horas e vende 1.556 livros em um único dia na Feira do Livro de Santa Maria

Kátia Flávia

13/08/2026 15h53

Escritor e advogado Daniel Tonetto vendeu 1.556 exemplares de seu novo livro durante o lançamento na Feira do Livro de Santa Maria. (Divulgação)

Escritor e advogado Daniel Tonetto vendeu 1.556 exemplares de seu novo livro durante o lançamento na Feira do Livro de Santa Maria. (Divulgação)

Daniel Tonetto viveu uma estreia impressionante para o mercado editorial gaúcho. No lançamento de “A Cor que Nos Separa – A Origem”, realizado na última terça-feira (11), durante a Feira do Livro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o escritor e advogado vendeu 1.556 exemplares em apenas um dia. A sessão de autógrafos, que parecia uma maratona literária, se estendeu por cerca de 12 horas, das 9h às 21h, e chegou a contar com um esquema de drive-thru para atender leitores que foram ao local em busca de uma assinatura do autor.

O resultado ganhou ainda um significado social, já que para cada livro comercializado durante o lançamento, será destinado 1 kg de alimento não perecível a uma instituição filantrópica. Com as 1.556 unidades vendidas, a ação deverá resultar na doação de mais de uma tonelada de alimentos. A entidade que receberá os donativos será definida posteriormente, com o intermédio da Prefeitura de Santa Maria.
“O lançamento superou todas as nossas expectativas. Foi emocionante ver tantos leitores, amigos e familiares compartilhando conosco esse momento tão especial”, afirma Tonetto.



Patrono da Feira do Livro de Santa Maria, o escritor terá uma nova sessão de encontro com o público neste próximo sábado (15). Quem não conseguiu participar do lançamento poderá conversar com o autor e conhecer a obra na Praça Saldanha Marinho, onde o evento está sendo realizado, das 10h às 12h.
Publicado pela Avec Editora, “A Cor que Nos Separa – A Origem” dá continuidade ao best-seller nacional, “A Origem”, e mergulha em uma narrativa marcada por memórias familiares, acontecimentos históricos e feridas que atravessam gerações. Ambientado no interior do Rio Grande do Sul, o romance acompanha as trajetórias de duas famílias cujos destinos se cruzam ao longo dos séculos.

A escravidão, o racismo e os silêncios construídos dentro das famílias estão entre os temas centrais da obra. Tonetto combina fatos históricos, processos criminais, espiritualidade e realismo mágico para recuperar perspectivas que ficaram à margem dos registros oficiais e discutir de que maneira acontecimentos do passado continuam interferindo nas relações do presente.



A narrativa também aborda imigração, ancestralidade e pertencimento, colocando os personagens diante de segredos familiares que permanecem vivos mesmo depois de décadas. Em vez de tratar o passado como algo encerrado, o livro propõe uma reflexão sobre as consequências de dores que não foram elaboradas e sobre a possibilidade de interromper padrões transmitidos de uma geração para outra.



“Mais do que reconstruir uma época, quis refletir sobre ancestralidade, escravidão, racismo, imigração, pertencimento e memória. Ao longo da narrativa, uma pergunta acompanha o leitor: até que ponto somos responsáveis por enfrentar as dores que herdamos daqueles que vieram antes de nós. Os personagens carregam segredos que foram enterrados, mas nunca desapareceram. Porque aquilo que não é enfrentado permanece. Retorna nos afetos, nos preconceitos, nas ausências e nos ciclos de violência que parecem destinados a se repetir”, diz Tonetto.

Lançamento de “A Cor que Nos Separa – A Origem” reuniu muitos leitores. (Divulgação)
Lançamento de “A Cor que Nos Separa – A Origem” reuniu muitos leitores. (Divulgação)

O livro
Tudo começa em Angola, no século XIX, no porão de um navio negreiro rumo ao extremo sul do Brasil. A narrativa também conta a história de italianos que embarcaram fugindo da fome em direção ao país onde, em vez de sonho, encontram trabalho exaustivo e a constatação de que ali também há brancos explorando brancos, apesar de nada se comparar à brutalidade reservada aos corpos negros.

“A Origem” é independente, mas está ligada ao universo de “A Cor que Nos Separa”, que alcançou o topo das listas de mais vendidos do país e se destacou em rankings que reúnem autores brasileiros e estrangeiros.

O prefácio é escrito por Oscar José Carlesso, cônsul honorário da Itália em Santa Maria, que conta que a obra “nos ajuda e incentiva a compreender melhor a nós mesmos e o mundo em que vivemos, a partir de nossas raízes”.

“Resultado de séculos de tradições indígenas, colonização portuguesa e uma onda significativa de imigrações no século XIX, o Rio Grande do Sul é conhecido hoje por sua diversidade. Esse mosaico único, ao mesmo tempo incorporado à cultura gaúcha, mantém-se e amplia-se através de grupos, associações, escolas, encontros, festas, características e costumes relacionados a cada etnia. O Rio Grande do Sul é um exemplo de como a imigração pode enriquecer uma região, transformando-a em espaço onde diferentes culturas coexistem e se complementam. Nas palavras de vó Ndala: ‘… mundos distintos podem se misturar sem se destruir’”, avalia.

O autor
Daniel Tonetto é autor de oito romances, com uma produção literária consistente, presença acadêmica e experiência profissional no campo jurídico. Nos últimos anos, consolidou sua presença no cenário nacional com títulos como “Dois Caminhos (2024)”, que bateu recorde de vendas e foi lançado na Europa.

Outras obras que compõem o trabalho do autor são: O Inferno é na Terra (2002); Morte, Tráfico e Corrupção (2007); Crime em Família: O crime (2018); Crime em Família: O julgamento (2019); Crime em Família: O veredito (2020); O Madre Tereza (2021) e A Cor que Nos Separa (2025).

Nova sessão de autógrafos
• Quando: dia 15 de agosto, das 10h às 12h
• Onde: na Feira do Livro de Santa Maria, Praça Saldanha Marinho

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