Agora vamos falar a verdade, sem rodeio e sem romantizar demais.
O “Viver Sertanejo” só virou o que virou por causa de um nome: Daniel.
Sem ele, o programa seria apenas mais um formato rural bonitinho, simpático e passageiro. Com ele, virou identidade, virou afeto, virou produto confiável para a Globo.
Nos bastidores, isso é consenso.
O projeto nasceu como teste, com prazo de validade, ocupando a faixa pós “Globo Rural”. Nada de grandes expectativas. Mas o que ninguém subestimou foi o peso simbólico de Daniel na televisão brasileira. Ele carrega algo que pouca gente tem hoje: credibilidade transversal. Fala com o interior, com o público urbano, com a família, com quem cresceu ouvindo sertanejo raiz e com quem consome o gênero nas plataformas digitais.
Daniel não força personagem. Ele é o próprio clima do programa.
E foi exatamente isso que fez a diferença. Enquanto a TV aberta sofre para criar novos vínculos com o público, o “Viver Sertanejo” já nasceu com um rosto confiável, uma voz conhecida e um jeito de casa de fazenda que não soa fake. A câmera liga, e ele resolve. Simples assim.
Nos relatórios internos, o nome dele aparece como fator determinante para a boa performance. Não só pelos números no Ibope, mas pelo engajamento orgânico, pela aceitação nas praças do interior e pelo desempenho nas redes da Globo, onde os trechos com Daniel lideram compartilhamentos.
A direção percebeu rápido:
não era só um programa que estava funcionando — era um apresentador sustentando o formato.
E aí veio a virada.
Em vez de encerrar o projeto como previsto, a emissora optou por fixar a atração na grade. Pesou o custo baixo de produção, o cenário simples, o apelo musical e, principalmente, a confiança de que Daniel segura qualquer edição sem precisar de pirotecnia.
O especial de fim de ano só sacramentou o óbvio. Ao reunir nomes como João Gomes, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, Ana Castela, Maiara & Maraisa, o programa mostrou que tem trânsito, respeito e lastro artístico. E tudo isso passa, inevitavelmente, pela figura do anfitrião.
Nos corredores da Globo, a leitura é clara:
o “Viver Sertanejo” virou uma espécie de oásis em meio à disputa por audiência. Um produto que conversa com o Brasil real, custa pouco, rende bem e ainda fortalece a imagem da emissora fora do eixo urbano.
Traduzindo em bom português, do jeito que a Cátia gosta:
sem Daniel, não tem programa.
com Daniel, virou acerto.
E a Globo, que não é boba, já entendeu isso faz tempo.