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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Daniel é o segredo do sucesso: por que o “Viver Sertanejo” virou ouro fixo na grade da Globo

O programa só engrenou porque tem um dono claro do na apresentação. Carisma, credibilidade e conexão com o Brasil profundo fizeram de Daniel o pilar que transformou uma aposta tímida em acerto estratégico da emissora.

Kátia Flávia

28/12/2025 9h46

O programa só engrenou porque tem um dono claro do na apresentação. Carisma, credibilidade e conexão com o Brasil profundo fizeram de Daniel o pilar que transformou uma aposta tímida em acerto estratégico da emissora.

Agora vamos falar a verdade, sem rodeio e sem romantizar demais.

O “Viver Sertanejo” só virou o que virou por causa de um nome: Daniel.
Sem ele, o programa seria apenas mais um formato rural bonitinho, simpático e passageiro. Com ele, virou identidade, virou afeto, virou produto confiável para a Globo.

Nos bastidores, isso é consenso.

O projeto nasceu como teste, com prazo de validade, ocupando a faixa pós “Globo Rural”. Nada de grandes expectativas. Mas o que ninguém subestimou foi o peso simbólico de Daniel na televisão brasileira. Ele carrega algo que pouca gente tem hoje: credibilidade transversal. Fala com o interior, com o público urbano, com a família, com quem cresceu ouvindo sertanejo raiz e com quem consome o gênero nas plataformas digitais.

Daniel não força personagem. Ele é o próprio clima do programa.

E foi exatamente isso que fez a diferença. Enquanto a TV aberta sofre para criar novos vínculos com o público, o “Viver Sertanejo” já nasceu com um rosto confiável, uma voz conhecida e um jeito de casa de fazenda que não soa fake. A câmera liga, e ele resolve. Simples assim.

Nos relatórios internos, o nome dele aparece como fator determinante para a boa performance. Não só pelos números no Ibope, mas pelo engajamento orgânico, pela aceitação nas praças do interior e pelo desempenho nas redes da Globo, onde os trechos com Daniel lideram compartilhamentos.

A direção percebeu rápido:
não era só um programa que estava funcionando — era um apresentador sustentando o formato.

E aí veio a virada.

Em vez de encerrar o projeto como previsto, a emissora optou por fixar a atração na grade. Pesou o custo baixo de produção, o cenário simples, o apelo musical e, principalmente, a confiança de que Daniel segura qualquer edição sem precisar de pirotecnia.

O especial de fim de ano só sacramentou o óbvio. Ao reunir nomes como João Gomes, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, Ana Castela, Maiara & Maraisa, o programa mostrou que tem trânsito, respeito e lastro artístico. E tudo isso passa, inevitavelmente, pela figura do anfitrião.

Nos corredores da Globo, a leitura é clara:
o “Viver Sertanejo” virou uma espécie de oásis em meio à disputa por audiência. Um produto que conversa com o Brasil real, custa pouco, rende bem e ainda fortalece a imagem da emissora fora do eixo urbano.

Traduzindo em bom português, do jeito que a Cátia gosta:
sem Daniel, não tem programa.
com Daniel, virou acerto.

E a Globo, que não é boba, já entendeu isso faz tempo.

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