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Kátia Flávia
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Crô está de volta: rico, entediado e pronto para causar em Três Graças

O personagem mais debochado da teledramaturgia reaparece milionário, espiritualmente cansado e disposto a bagunçar a novela com classe, ironia e olhar de quem já viu de tudo.

Kátia Flávia

08/01/2026 11h00

fina estampa

Crô fará uma participação especial em “Três Graças” e promete movimentar a trama. Foto: reprodução/Globo

Preparem os sofás e os memes, porque Crô voltou. E voltou daquele jeito. Rico, entediado, cheio de tédio existencial e com tempo livre suficiente para causar estragos finíssimos em Três Graças à informação é do site badalado RDN.

Vivido por Marcelo Serrado, o personagem que virou ícone em Fina Estampa reaparece agora numa fase mais perigosa. Porque Crô com dinheiro não é novidade. Crô com dinheiro, tédio e tempo livre é ameaça narrativa.

Na nova trama, ele surge como um dos interessados em comprar a escultura “As Três Graças”, objeto de desejo que atravessa núcleos, provoca alianças improváveis e promete briga elegante. É ali que Crô encontra o playground perfeito para exercer sua especialidade, ironizar tudo, todos e ainda sair com pose de benfeitor.

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“Crô” (Crodoaldo Valério) é um personagem icônico da novela “Fina Estampa”. Foto: reprodução/Globo

O detalhe delicioso é que o personagem afirma ter cansado da vida de milionário. Claro que cansou. Rico entediado é o tipo mais perigoso da dramaturgia. Quando não precisa trabalhar, Crô resolve trabalhar o caos. E faz isso com humor, sarcasmo e aquele olhar de julgamento silencioso que já entra em cena antes da fala.

No tabuleiro, ele vai contracenar diretamente com Miguel Falabella e Samuel de Assis, prometendo diálogos afiados, tensão elegante e aquela disputa de ego que novela boa adora entregar.

A sacada da novela é clara. Trazer Crô não é só nostalgia. É estratégia. Ele entra como tempero premium numa trama que quer rir de si mesma, provocar o público e oferecer aquele prazer específico de ver um personagem que não pede desculpa por ser exagerado.

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Crô é conhecido por sua personalidade afeminada, lealdade à patroa Tereza Cristina e momentos cômicos. Foto: reprodução/Globo

Crô não voltou para ser coadjuvante comportado. Voltou para observar, comentar, interferir e, se possível, sair ileso enquanto os outros se estapeiam metaforicamente ao redor da tal escultura.

Para o público noveleiro, é fan service com inteligência. Para a trama, é oxigênio. Para Crô, é mais um capítulo de uma vida em que dinheiro nunca foi problema. O problema sempre foi o tédio.

E quando Crô se entedia, minha filha… a novela agradece.

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