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Kátia Flávia
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Costeiro de 12 kg, vaias e “vida leve”: bastidores explicam saída de Virginia da Grande Rio

Influenciadora deixou o posto de rainha de bateria meses depois de ter sido confirmada para 2027; Vini Jr. apoiou a decisão, mas a estreia turbulenta ainda pesa na história

Kátia Flávia

13/08/2026 8h37

Virginia Fonseca deixou o posto de rainha de bateria da Grande Rio após apenas uma estreia na Sapucaí

Virginia Fonseca deixou o posto de rainha de bateria da Grande Rio após apenas uma estreia na Sapucaí

Virginia Fonseca anunciou na noite de quarta-feira (12) que deixou o posto de rainha de bateria da Grande Rio. A decisão foi comunicada nas redes sociais, após meses de reflexão, e veio acompanhada de uma justificativa mais pessoal: filhos, empresas, rotina mais leve e a busca por equilíbrio.

Eu acordei no Cosme Velho, com a cafeteira italiana no fogo e a legging preta dobrada em cima da cadeira, tentando convencer meu corpo de que academia às 7h da manhã é uma escolha adulta, quando vi que a bomba da Virginia tinha estourado ontem à noite e a gente ainda não tinha dado. Aí respirei fundo, coloquei o pó no filtro e pensei: não dá para tratar isso só como “Virginia saiu”. Tem bastidor, tem desgaste e tem um costeiro de 12 kg gritando no meio da Sapucaí.

O detalhe que deixa a história mais quente é que a Grande Rio já tinha confirmado Virginia como rainha de bateria para o Carnaval de 2027. Em maio, a escola chegou a anunciar a permanência dela para mais uma temporada, mesmo depois de uma estreia marcada por críticas, vaias e problemas com a fantasia.

Dias antes de anunciar a saída, Virginia admitiu em entrevista que o maior erro de sua estreia foi justamente o costeiro. A peça, com cerca de 12 kg, fazia parte de uma fantasia tecnológica vermelha, com luzes e um coração pulsante. Só que o encanto pesou literalmente nas costas da influenciadora.

Durante o desfile, ela precisou retirar o costeiro no segundo recuo da bateria e terminou a passagem pela avenida com a fantasia incompleta. Na época, o episódio virou assunto nas redes, alimentou comentários sobre sua adaptação ao posto e virou um dos símbolos da estreia turbulenta da empresária no Carnaval carioca.

Enquanto eu separava a garrafa de água da academia e procurava o fone sem fio que sempre some quando sente cheiro de esteira, reli o texto de despedida dela. Virginia falou em vida mais tranquila, em presença maior para os filhos e empresas, e em uma decisão tomada com a família.

“Não sei fazer nada pela metade”, escreveu ela.

E esse é o ponto que mais entrega o clima. Ser rainha de bateria não é só aparecer linda na Sapucaí, sorrir para câmera e acenar com a mão. Exige ensaio, presença na quadra, convivência com comunidade, corpo disponível, agenda aberta e uma resistência emocional que nem todo mundo imagina quando vê o brilho pronto na avenida.

Virginia também fez questão de agradecer à Grande Rio e disse que se sentiu amada, protegida e feliz na escola. Mas reconheceu o peso do cargo e mencionou o caminho feito “entre vaias e aplausos”. Tradução livre desta colunista ainda de café na mão: teve carinho, teve acolhimento, mas também teve muita pancada pública.

Vini Jr., namorado da influenciadora, apareceu para apoiar a decisão e escreveu que ela será “sempre a número 1”. A mãe de Virginia, Margareth Serrão, amigos e famosos também deixaram mensagens de apoio.

A Grande Rio, por enquanto, fica com uma missão delicada: reorganizar o posto que já tinha dona confirmada para 2027. E aqui eu deixo dito, antes de calçar o tênis e fingir que vou fazer agachamento com alegria: quando uma rainha sai depois de ter sido anunciada para o ano seguinte, não é só despedida. É sinal de que a coroa pesou mais do que parecia.

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