Brasil, segura minha bolsa porque eu vou falar de arroz com emoção. Eu, Kátia Flávia, jamais imaginei que uma colheita pudesse render tanto close, mas rendeu. Mais de 1.200 pessoas passaram pela abertura oficial da colheita do arroz em São João do Itaperiú, no Vale do Itapocu, com aquele clima de evento importante, foto oficial, aperto de mão estratégico e sensação coletiva de que todo mundo ali estava participando de algo grande.
Foram dois dias, 22 e 23 de janeiro, com produtores rurais, autoridades, pesquisadores, técnicos e empresas parceiras ocupando a Fazenda Limoeiro como se fosse camarote vip de festa tradicional do interior. A safra 2025 2026 entrou em cena exaltando o potencial produtivo do arroz catarinense, que anda se achando e com razão. A projeção aponta colheita avançando até março, chegando perto de 1,2 milhão de toneladas. É arroz que não acaba mais, meu amor.

Santa Catarina, que gosta de ranking e de provar ponto, aparece firme na segunda posição entre os maiores produtores de arroz do país. São 143,4 mil hectares plantados e uma média de 8,5 toneladas por hectare. Números que fazem o setor bater palma, mesmo com o mercado vivendo aquele drama clássico de novela rural, custo alto de produção e preço da saca apertado.
O evento teve assinatura de peso, organizado pela Urbano Alimentos em parceria com a Epagri e o SindArroz de Santa Catarina. Nos bastidores oficiais, o presidente da Urbano Alimentos e da Abiarroz, Renato Franzner, puxou o discurso sobre integração da cadeia produtiva, novas tecnologias e atenção constante ao mercado, tudo com aquele tom sério de quem sabe que sustentabilidade virou palavra-chave até no campo.

Teve presença de prefeito, deputado estadual, lideranças do setor, representantes do Ministério da Agricultura, cooperativas e federações. Gente que sobe em palco, ajusta o microfone e fala olhando para a lavoura como quem encara o futuro.
No dia 23, o roteiro ganhou um capítulo mais técnico com a apresentação do projeto SC Mais Arroz, conduzido pelo pesquisador Marcos Lima Campos do Vale ao lado do coordenador estadual do Projeto Grãos, Ricieri Verdi. A proposta entrou focada em alternativas para enfrentar os desafios da cadeia produtiva, especialmente o aumento dos custos e a queda da rentabilidade do produtor, assunto que pesa mais do que saco cheio no caminhão.
Dados do SindArroz mostraram que a safra recorde gerou excesso de oferta no mercado, derrubando o preço médio da saca para cerca de 50 reais, bem abaixo do custo de produção estimado em 75. Drama rural com planilha, meu bem.