Estou em Campos do Jordão, no meio do café da manhã, quando recebi esse relato e o sorriso saiu do meu rosto na hora. Tem assunto que não combina com deboche, e esse é um deles, porque envolve constrangimento público e uma suspeita séria de tratamento desigual.
A cirurgiã plástica Karina Cristaldo contou nas redes sociais, nesta sexta-feira, 17 de julho, que foi impedida de deixar uma unidade da Zara no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. Segundo ela, funcionários da loja suspeitaram que a médica teria furtado uma blusa avaliada em cerca de R$ 50, mesmo com a compra já registrada e embalada por um atendente da própria loja.
Karina relatou que ficou parada na saída da loja por mais de meia hora, com as sacolas na mão, enquanto o alarme antifurto disparava por um problema no sistema. Ela afirmou que a abordagem foi humilhante e que se sentiu tratada como suspeita de um crime que não cometeu, depois de décadas fazendo compras sem qualquer episódio parecido.
A médica, que é uma mulher negra, foi além do desabafo pontual e levantou a discussão sobre possíveis situações de tratamento desigual em estabelecimentos comerciais. É um ponto que merece ser escutado com atenção, porque casos assim se repetem e nem sempre ganham a mesma repercussão. Até o momento, a Zara não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Fico por aqui, ainda impressionada com a situação, na torcida para que a marca dê uma resposta clara e que o episódio sirva pra revisar como esses sistemas de segurança tratam os clientes.