Amores, vamos combinar uma coisa. Ninguém se apaixona por acaso. E o Brasil não se apaixonou pela Thaeme só porque ela canta bem. Foi pela história inteira. Daquelas que a gente olha e pensa: eu entendo você.
- Thaeme ganhou um reality e não foi sorte
Antes de chapéu, bota e palco sertanejo, Thaeme venceu o Ídolos em 2007. Mais de 15 mil candidatos. Não foi empurrada, não foi acaso. Foi talento e nervo.
Na época, ela vinha do pop e do rock. Ganhou, assinou com gravadora, lançou música, lançou álbum. Ou seja, quando chegou ao sertanejo, ela já sabia muito bem onde estava pisando.
- A voz veio da igreja e da infância
Thaeme nasceu em Presidente Prudente e cresceu em Jaguapitã. Ainda criança, já cantava no coral da igreja. Nada de milagre repentino. Foi treino, foi base, foi estrada desde cedo.
Ela também cantou com a irmã e apareceu em rádio e TV quando ninguém estava olhando. A fama veio depois. A música já morava nela há tempos.
- Mudou de estilo sem virar personagem
Ela passou pelo pop, passou pelo rock e encontrou o sertanejo. Mas atenção: sem perder quem ela é.
A voz continua forte, a emoção continua ali e a facilidade de ir da sofrência à música animada virou marca registrada. Thaeme não se encaixou no sertanejo. O sertanejo abriu espaço pra ela.
- Mãe, real, sem maquiagem
Thaeme é casada com o empresário Fábio Elias e viveu perdas gestacionais antes de se tornar mãe. E ela nunca fingiu que foi fácil. Falou com dor, falou com verdade, falou como mulher de verdade.
Hoje, divide maternidade real, cansaço, alegria, culpa e amor. Não posa de mãe perfeita. É mãe humana. E isso cria laço, cria respeito, cria amor.
- Ainda treme antes de subir no palco
Mesmo com anos de carreira, Thaeme sente frio na barriga antes de cada show. Reza no camarim, agradece e sobe como se fosse a primeira vez.
Isso diz tudo. Quem ainda treme é porque ainda sente. Quem ainda sente, entrega.
No fim das contas, o Brasil se apaixonou porque Thaeme não canta de cima para baixo. Ela canta do lado. Com história, com verdade e com aquele olhar de quem sabe exatamente o preço de estar ali.
E a gente sente. Porque é real.