Cheguei do cabeleireiro no Leblon e minha caixa de mensagem já estava no fogo. Christina gravou o vídeo, mandou beijo, falou em ética profissional e disse que está “livre como um passo”. Livre, tudo bem. Mas foram exatamente três meses de silêncio enquanto o contrato ainda corria, viagem pra Europa com os filhos no meio, e o aviso na boca cheia só quando não tinha mais nada a perder. Isso se chama timing, e a coluna respeita.
O que não deu pra engolir foi a cereja no topo: Christina admitiu, com todas as letras, que talvez não tivesse voltado se soubesse como ia ser. Ora, querida. Quem pediu essa volta foi Daniela Beyruti em pessoa, a herdeira que agora manda no SBT depois da partida de Silvio Santos. Ser chamada pela dona da casa para ressuscitar o Casos de Família e depois dizer que não teria aceitado o convite é um recado enviado no endereço certo, sem envelope.

O programa voltou em julho de 2025 com promessa de grade forte, mas não demorou para o SBT empurrar o Casos de Família das tardes diárias para a faixa de sábado, decisão comunicada à apresentadora após uma gravação, sem reunião, sem alinhamento prévio. Christina demonstrou publicamente o descontentamento, o Fofocalizando ganhou os minutos que o programa perdeu, e a conta chegou em maio.

A saída está embrulhada em elogios mútuos e nota de “mútuo acordo”, o que na prática significa que os dois lados já estavam com o pé na porta faz tempo. Christina tem história no SBT desde 1981, carreira longa demais para terminar com programa em faixa de sábado sem explicação. O que ela não disse no vídeo, mas disse com o vídeo, é que “livre como um passo” também pode ser nome de queda.