Eu estava aqui, suada, furiosa, puxando ferro na academia e pensando no friozinho estratégico de Campos do Jordão, quando o celular vibrou como se fosse Big Fone emocional. Parei a esteira, quase caí do aparelho, porque fofoca boa a gente respeita. Alinne Moraes e Mauro Lima encerraram o casamento depois de 14 anos juntos. Quatorze. Não é qualquer relacionamento, é novela das nove com várias temporadas.
Aline, que eu chamo carinhosamente de Heroína de Folhetim Classe A, estava com Mauro desde 2012. Os dois sempre venderam aquela imagem de casal sólido, parceiro, moderninho, desses que parecem imunes ao desgaste do tempo. Pois bem. Nem os casais que trocam coraçãozinho no Réveillon escapam do destino dramático.
Segundo a apuração que correu mais rápido que fofoqueira em coquetel grátis, a separação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois. Os dois seguem amigos, pelo menos oficialmente. Amigos é sempre a palavra favorita do comunicado elegante. Traduzindo para o dialeto da Kátia aqui, significa respeito, história compartilhada e um silêncio estratégico enquanto a poeira baixa.
Eles são pais do Pedro, de 11 anos, que sempre apareceu como prioridade absoluta. Inclusive, a última foto do casal nas redes foi na virada do ano, todos juntos, vendo fogos, clima de família comercial de margarina premium. Mauro comentou com emoji de coração. Alinne respondeu com outro. A internet achou que estava tudo certo. A internet errou, como quase sempre.
E olha que ironia deliciosa do roteiro. Em entrevista antiga, Alinne dizia que precisava de um homem seguro, sem medo, parceiro de verdade. Falava com convicção, daquelas falas que viram print motivacional. A vida, essa roteirista sem dó, resolveu mudar o enredo.
No momento, nenhum dos dois comentou publicamente. Silêncio absoluto. Nada de textão, nada de indireta, nada de unfollow dramático. O que para mim só aumenta a tensão narrativa. Quando o casal não fala, a imaginação coletiva trabalha em hora extra.
Alinne segue focada no trabalho. O último foi Guerreiros do Sol, no Globoplay. Mauro continua dirigindo projetos de peso no cinema. Cada um no seu caminho, com bagagem emocional e uma história que não se apaga com comunicado curto.
Eu, como boa noveleira profissional, sigo acompanhando. Porque se teve casamento longo, amor público e coraçãozinho recente, essa separação ainda vai render capítulos. E eu estarei aqui, de toalha no ombro, celular na mão e olho bem aberto.