Eu, Kátia Flávia, fiquei levemente obcecada olhando esse roteiro do Chile para 2026. O país resolveu assumir de vez o posto de destino cultural mais animado da América do Sul, com festival para todos os gostos, do pop internacional ao ritual religioso que atravessa séculos. É aquele tipo de programação que faz a mala se arrumar sozinha.
O ponto alto do ano começa com o Lollapalooza Chile, que acontece entre 13 e 15 de março, no Parque O’Higgins, em Santiago. O evento segue como um dos mais relevantes do continente, misturando artistas globais e nomes locais, ocupando a cidade inteira e transformando hotel, restaurante e aeroporto em extensão do festival. É música, é turismo, é economia criativa girando bonito.
Logo depois, o Chile muda o tom e entra na temporada da Vindima, aquela fase em que o país celebra a colheita do vinho com orgulho e taça cheia. No Vale de Colchagua, em Santa Cruz, a festa acontece de 6 a 8 de março, reunindo produtores, visitantes e muita gente feliz pisando uva sem culpa. Tem também a Vindima de Isla de Maipo, no fim de março, que estica a celebração e mantém o clima de outono animado.

Em setembro, o país para para viver as Fiestas Patrias, especialmente nos dias 18 e 19, mas com programação que dura a semana inteira. É dança típica, comida tradicional, bebida local e música folclórica ocupando praças e parques. La Pampilla, em Coquimbo, vira um espetáculo à parte, com multidões celebrando identidade nacional sem economia de bandeira e emoção.
Para quem prefere batida eletrônica e estrutura gigante, outubro reserva o Creamfields Chile, versão chilena de um dos maiores festivais do gênero no mundo. DJs internacionais, público vindo de vários países e aquela estética futurista que transforma o Chile em polo da música eletrônica na região.

E se você acha que acabou, segura essa. Em julho, no deserto do norte, acontece a Fiesta de La Tirana, uma das maiores festas religiosas do país. São cerca de 200 mil pessoas reunidas em devoção, dança, cor e tradição, num evento que mistura fé, cultura e espetáculo visual de tirar o fôlego.
No meu camarote imaginário, o Chile entendeu tudo. Não vende só paisagem bonita, vende experiência o ano inteiro. Em 2026, quem quiser cultura, música, tradição e história ao vivo vai ter que olhar para lá. E eu, claro, já estou montando mentalmente o roteiro com direito a festival, vinho e uma pausa estratégica para respirar.