Gente, eu tô amando esse BBB e vocês sabem muito bem disso. Eu vejo a novela da Três Graças, babo na Sophie Charlotte, e já me jogo no meu sofá Artefacto, couro aveludado, chiquérrimo, daquele tipo que abraça a lombar e julga a vida alheia junto comigo. Controle na mão, olhar afiado, coração aberto pra confusão.
E eu te confesso sem pudor algum. Desde domingo eu estou completamente caída por Chaiany Andrade. Que mulher é essa, Brasil. Ela entra numa dinâmica e o clima muda, o enquadramento obedece, a casa engole seco. Ontem ela passou por cima da Sara e do Jonas como quem atravessa a sala de casa de salto alto e copo na mão. Sem pedir licença, sem pedir desculpa, sem baixar o volume.

Eu quero essa mulher no centro do jogo, no VT, na pauta, na conversa de padaria e no grupo do WhatsApp. Chaiany não participa do BBB, ela ocupa. E eu, confortavelmente instalada no meu sofá de madame, agradeço o entretenimento.
Alguém avisa a casa que o jogo virou. A protagonista atende por Chaiany Andrade e chegou sem platéia, sem agência, sem verniz. Mãe solo, goiana, desempregada, entrou no Big Brother Brasil 26 com pouco mais de três mil seguidores e, em questão de dias, tomou o controle da conversa. O público piscou, ela já estava no centro.
O cartão de visitas veio no Quarto Branco e a assinatura apareceu no Sincerão. Chaiany foi direta, escolheu alvos, encarou veteranos como Sarah Andrade, subiu o tom e deixou claro que não entrou para pedir licença. O ao vivo ferveu, a casa sentiu, a internet fez fila para comentar. Resultado prático, só se falava nela.
Fora da casa, a curva virou foguete. Instagram saiu de 3.610 para dezenas de milhares em um dia e seguiu escalando até marcas celebradas por páginas de fãs. No X, perfil verificado, charts anotando números, torcida com apelido próprio. O rótulo pegou rápido e o apelido virou bandeira. As tais desempreguetes estão barulhentas e organizadas.
Quem é Chaiany longe das câmeras ajuda a explicar a adesão. Vinte e cinco anos, criada trabalhando cedo, conflitos familiares na bagagem, humor ácido, língua afiada e zero medo de cancelamento. Ela fala como quem viveu o aperto e não ensaia discurso para agradar. O público reconhece e compra.

Dentro do jogo, a escolha foi se expor enquanto muita gente se esconde. VT forte, embate claro, posicionamento sem pedir desculpa. A casa precisa reagir, porque a narrativa já tem dona. E quando o reality encontra alguém disposto a bancar o protagonismo, o resto vira figurante.
Resumo da ópera, Chaiany não pediu passagem. Entrou, falou alto, puxou a câmera para perto e virou pauta fixa. Se mantiver esse ritmo, o BBB 26 tem rosto, nome e torcida definida. A casa que se prepare.