Amores, senta que a Kátia conta. Eu estava aqui fofocando com meu copo quando descubro que duas cervejarias do Ceará resolveram bancar as protagonistas da novela sustentável e instalaram aquecimento solar térmico no coração da produção. Resultado? Até 37% de redução nos custos de energia e um backstage muito mais ágil, com água quente chegando pronta para o show.
Eu batizei o movimento de Operação Bronzeado Industrial. A tecnologia usa o calor do sol para aquecer a água que entra no processo produtivo, justamente uma das etapas que mais consomem energia no setor de bebidas. Água quente na hora certa corta tempo de preparo e diminui a dependência de combustíveis fósseis em mais de 50%. É economia com close.
O babado faz parte de um projeto nacional da 3e Soluções, com recursos do Procel e do ENBPar, que virou vitrine tecnológica para o Nordeste. Sol forte, telhado preparado e cerveja feliz. Duas unidades no Ceará entraram no roteiro junto com outras em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, formando um elenco enxuto e eficiente.

No primeiro ano de operação, as plantas registraram queda média de 30,5% no consumo de combustível, economia mensal acima de dois mil reais e redução de 8,5 toneladas de CO2 por ano em cada fábrica. Eu vejo isso como detox ambiental com direito a after party. A própria EPE lembra que cerca de 80% do consumo energético da indústria brasileira está ligado à geração de calor. Trocar caldeira a diesel por sol direto no tanque mexe na conta e nas metas de descarbonização.
Os mestres cervejeiros comemoram a praticidade. Antes, aquecer água levava em média cinquenta minutos. Agora ela já entra quente no tanque e o trabalho flui melhor, com menos espera e mais ritmo de produção. O diretor de projetos da 3e Soluções explica que a ideia também ajuda a aliviar o sistema elétrico no horário de ponta e melhora a qualidade do fornecimento para indústrias e instituições.