Amores já estou linda malhada indo pra casa , quando recebo a fofoca que presta. A Cervejaria Ashby, do interior de São Paulo, foi até o sul do Chile e voltou com duas medalhas penduradas no gargalo. Bronze e prata, meus amores, porque modéstia também bebe chope, mas não mora aqui.
A disputa aconteceu na BioBío Beer Cup, aquela competição respeitada que junta cervejaria do Cone Sul inteiro e coloca tudo para provar às cegas. Mais de 300 rótulos avaliados por um júri internacional. Nada de conversa mole, nada de marketing bonito. Língua, nariz, gole e veredito.

A Ashby entrou na arena com duas estrelas. A Porter levou bronze na categoria Brown Porter, elegante, com traço de chocolate, corpo aveludado e vocação para acompanhar brownie e conversa longa. Já a Weiss faturou a prata com seu jeitinho clássico de cerveja de trigo, espuma cremosa, cor opaca e aquele frescor que pede repeteco sem culpa.
Eu gosto quando a história vem com raiz. A Ashby nasceu em Amparo, lá em 1993, com o americano Scott Ashby decidido a mostrar que o Brasil podia fazer cerveja especial do jeito certo. Água boa, receita bem pensada, teimosia de quem acredita. O resultado aparece quando atravessa fronteira e volta aplaudida.

Enquanto tem gente brigando por like, a Ashby prefere brigar por medalha. E ganha. Eu observo, anoto, sorrio e faço meu brinde mental. Porque essa vitória tem gosto de malte, espuma bonita e orgulho paulista servido gelado.