Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Centro-Oeste passa o trator e vira o queridinho do agro em 2025

Quem tem terra ali, tem ouro verde. E quem não tem, está correndo atrás.

Kátia Flávia

02/01/2026 12h30

37360040m

Com destaque para Goiás e Mato Grosso, região concentra grande parte das áreas produtivas para lavoura e pecuária. Foto: Embrapa

Amores, segura esse dado porque ele é daqueles que fazem fazendeiro sorrir e investidor largar o café pra pegar a calculadora. O Centro-Oeste simplesmente dominou o ranking dos municípios mais procurados para compra de terras rurais em 2025. Não é achismo, é número. Levantamento da plataforma Chãozão, especializada em imóveis rurais, jogou luz onde o dinheiro está brotando do chão.

E quem aparece no topo desse desfile de hectares valiosos? Cocalinho, no Mato Grosso, reinando absoluta, com o hectare na casa dos R$ 15 mil. Logo atrás vem Paratininga, também mato-grossense, com valor médio de R$ 28 mil por hectare. Fecha o pódio Tatuí, em São Paulo, já mostrando que ali o metro quadrado rural tem pedigree e preço de gente grande.

Segundo a CEO do Chãozão, Geórgia Oliveira, o movimento tem explicação simples e direta. Mato Grosso e Goiás concentram hoje algumas das áreas mais produtivas do país, tanto para lavoura quanto para pecuária. E o mercado sabe disso. Tanto sabe que, só em 2025, terras voltadas à lavoura representaram 36 por cento das buscas, enquanto a pecuária ficou com 32 por cento. Traduzindo: o agro segue mandando e obedecendo apenas ao clima e ao mercado.

No recorte por estado, Mato Grosso lidera com folga, colocando seis cidades no ranking. Goiás vem logo atrás, com quatro municípios disputadíssimos. São Paulo aparece forte no Sudeste, com cinco cidades na lista, mostrando que terra boa por lá não sobra, mas quando aparece, voa.

E não para por aí. Minas Gerais, Tocantins e Pará também marcam presença, provando que o agro não tem mais endereço fixo. Ele se espalha, se adapta e cresce. Segundo a própria Geórgia, essa diversidade de regiões e vocações produtivas mostra que o Brasil entra em 2026 com tudo para seguir como potência agrícola sem rival.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado