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Kátia Flávia
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Cella estreia álbum ‘Efeito Borboleta’ com dark pop e raízes amazônicas

A cantora e atriz amazonense lança seu primeiro trabalho autoral com dez faixas que misturam CarimPop, dark pop tropical e colaborações de peso do Norte. E a menina que o Brasil conheceu no The Voice Kids em 2017 claramente não veio brincar.

Kátia Flávia

10/05/2026 11h06

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Cella apresenta ao público “Efeito Borboleta”, seu primeiro álbum autoral, lançado nesta sexta-feira (08).(Créditos: Elisa Maciel (Foto) / Felipe Foster (Arte))

Amores , minhas amigas de Manaus me ligando  uma delas ; “Kátia, você viu o que a Cella soltou?” Não tinha visto ainda, mas fui ver na hora, porque quando o nome de uma artista chega assim, de mansinho, pela manhã, geralmente tem coisa boa do outro lado.

Cella, a cantora e atriz amazonense que o Brasil conheceu no The Voice Kids de 2017, lançou nesta sexta-feira seu primeiro álbum autoral, “Efeito Borboleta”, com dez faixas. O projeto circula pelo dark pop tropical, com batidas eletrônicas e influências da Amazônia que a artista carrega na voz e na vivência. Os visualizers estão no YouTube e o álbum já está em todas as plataformas.

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“Cada faixa é um pedaço desse processo, como se fosse a transformação, de lagarta a borboleta”, afirma Cella.(Créditos: Elisa Maciel (Foto) / Felipe Foster (Arte))

A moça não saiu do nada. Depois do The Voice Kids, foi direto para o teatro musical, estrelou a comédia “Fala sério, mãe!” ao lado de Thalita Rebouças e vinha construindo sua linguagem autoral devagar, no ritmo certo. O álbum reúne colaborações com artistas do Norte, como Miss Tacacá, Doral, Ana Mady e Lofihouseboy, o que já diz tudo sobre o compromisso da artista com as próprias raízes e com a cena musical da região.

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O álbum constrói um contraste entre floresta e concreto, natureza e urbano, refletindo a própria vivência de Cella, que saiu de Manaus para o Rio de Janeiro ainda jovem. (Créditos: Elisa Maciel (Foto) / Felipe Foster (Arte))

Nas redes, a capa chamou atenção antes mesmo de todo mundo ouvir: aquela estética de colagem entre floresta e concreto que reflete a dualidade de quem saiu de Manaus para o Rio ainda jovem. A faixa “Encantaria”, lançada em março, apresentou o conceito de “CarimPop”, que é a fusão de carimbó com pop que Cella criou como assinatura própria. A internet respondeu bem, e os fãs já disputam nas comments qual é a faixa do álbum.

Cella chegou nessa sexta com dez faixas, uma proposta estética própria e uma trajetória que começou na Amazônia e claramente ainda não terminou. De lagarta a borboleta, como ela mesma diz. Resta saber se o mercado vai ter tamanho para voar junto.​​​​​​​​​​​​​​​​

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