Eu estava em cima de um buggy em Playa d’en Bossa, em Ibiza, cabelo virando ninho e areia entrando em lugar que nem vou comentar, quando o telefone apitou com o material da turnê. Mandei parar o buggy. Cazuza sendo homenageado por três vozes dessas merece atenção mesmo com vento na cara.

O show acontece na quarta, 5 de agosto, às 20h, no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília, com ingressos de R$ 50 a R$ 300, à venda pelo site Uhuu. Clientes BTG Pactual Ultrablue têm 50% de desconto e clientes Black têm 30%. Cazuza é o grande homenageado da 33ª edição da premiação, e o repertório da noite é inteiramente dedicado à obra dele.
No palco estarão Luedji Luna, Joyce Alane e Larissa Luz, dando novas leituras aos clássicos que consolidaram o cantor como um dos artistas mais relevantes da cultura brasileira. Três trajetórias diferentes, três linguagens diferentes, um mesmo cancioneiro. E ainda tem uma atração surpresa anunciada sem nome, o truque mais velho e mais eficiente do mercado para encher casa.
A concepção e a direção artística são de Zé Mauricio Machline, criador e realizador do prêmio. Ele diz que Cazuza é um artista que “atravessa gerações com sua intensidade, poesia e liberdade” e que revisitar essa obra reunindo vozes distintas é um privilégio. A turnê nasceu como desdobramento da premiação, criada em 1987, para levar a homenagem além da cerimônia anual e alcançar outras cidades do país. Do lado do banco, André Kliousoff, CMO do BTG Pactual, defende a ideia de transformar o prêmio em uma experiência itinerante.

Créditos: Divulgação/Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira
Créditos: Divulgação/Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira
Antes de Brasília, a turnê estreou em Porto Alegre, no dia 31 de julho. E aqui eu paro para apontar um detalhe do material que chegou até mim: o texto diz que a estreia teve participação da cantora Céu e localiza essa estreia em Brasília, o que contradiz o próprio cartaz da turnê, que traz Porto Alegre no dia 31 e Brasília no dia 5. Antes de publicar, cheque com a assessoria se Céu cantou em Porto Alegre.
Eu voltei para o buggy pensando numa coisa só. Uma premiação que existe desde 1987 decidiu tirar a homenagem do salão fechado e colocar na estrada, com três cantoras contemporâneas interpretando um repertório que continua vivo mais de três décadas depois. Se Brasília não lotar isso na quarta, eu volto para o Rio e cobro explicação pessoalmente.