Gente, vamos com calma, porque essa história da gaita virou um alvoroço maior do que precisava. E como boa observadora da vida, eu estava aqui, quietinha, quando tudo começou a pipocar nas redes.
Daniela Albuquerque participou do especial de Natal do programa Companhia Certa, comandado pelo charmoso Ronnie Von. A proposta era simples e bonita. Mostrar talentos, espontaneidade, leveza. Nada de performance ensaiada por meses, nada de palco hollywoodiano. Era Natal, era televisão ao vivo, era afeto.
Daniela topou tocar gaita.
Sim, gaita. Um instrumento difícil, ingrato, que não perdoa erro e que não se aprende em meia hora. Mesmo assim, ela foi. Sem medo. Sem filtro. Sem dublagem. Tocou ao vivo, como deu, com o coração aberto.
E aí começou o espetáculo paralelo, aquele que a internet adora montar.
Vieram os memes. Vieram as comparações. Vieram os comentários maldosos. Vieram, claro, as tentativas de criar uma rivalidade feminina que simplesmente não existe. Como se toda mulher precisasse ser colocada em confronto com outra para gerar engajamento.
Daniela, que não é boba nem nada, respondeu do jeito mais elegante possível. Disse que essência não se edita. Que raiz não se dubla. Que foi convidada, topou na hora, ensaiou uma vez, entrou no palco com verdade. Disse mais. Que o instrumento é difícil, que sentiu, que viveu o momento e que amou tocar gaita naquele especial. Sem drama. Sem vitimismo. Sem pose.
Mas a internet queria mais.
Tentaram puxar Luciana Gimenez para o meio da história. Disseram que ela teria feito caras e bocas durante a apresentação. Disseram que havia incômodo. Disseram que havia climão.

E foi aí que Luciana resolveu falar.
Com a elegância de quem já viu esse filme mil vezes, ela foi direta. Disse que as pessoas insistem em colocar mulheres umas contra as outras. Que Daniela foi corajosa. Que arrasou. Que tinha o voto dela. E ponto final.
Nada de alfinetada. Nada de ironia. Nada de disputa. Só um recado claro. Não inventem rivalidade onde não existe.

O que se viu ali foi simples. Uma mulher se arriscando. Outra reconhecendo. E uma internet tentando transformar isso em novela.
Mas não colou.
Porque quando a verdade aparece, o ruído perde força.
E porque, no fim das contas, talento também é coragem.
Coragem de ir. De tentar. De não se esconder.
E isso, meus amores, incomodou muita gente. Mas não a Luciana.