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Kátia Flávia
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Caso Britney Spears: o que é DUI na Califórnia e como a lei se compara à Lei Seca no Brasil

Presa no condado de Ventura por suspeita de dirigir sob influência de álcool, Britney Spears reacendeu o debate sobre o crime de DUI nos EUA. Entenda como a lei funciona na Califórnia, quais são as punições mais comuns e o que muda em relação à Lei Seca no Brasil.

Kátia Flávia

05/03/2026 15h30

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A prisão da cantora é o assunto mais comentado das redes sociais (Foto: Reprodução/ Internet)

Meu povo, eu juro que eu estava num clima paz, só querendo comentar look e cabelo, quando vem Britney Spears e puxa o assunto para o terreno da lei, da blitz e do bafômetro com nome de sigla. Ela foi detida em Ventura, na Califórnia, na noite de 4 de março de 2026, liberada na manhã seguinte, e o caso aparece como “cite and release”, aquele roteiro em que a pessoa é fichada e sai com a obrigação de voltar ao tribunal depois. A audiência dela está marcada para 4 de maio de 2026, então a novela jurídica ainda tem capítulo na fila. 

Agora vamos ao que interessa, porque eu sei que você quer entender o idioma do noticiário americano sem precisar virar estudante de Direito em 30 segundos.

DUI é “driving under the influence”, dirigir sob influência. Na Califórnia, o ponto central é simples, o Estado pode enquadrar como DUI tanto por álcool quanto por drogas, e a discussão não fica presa só ao número do teste. Existe o limite clássico de 0,08% de álcool no sangue para adultos, 0,04% para quem dirige com habilitação comercial, e a política para menores de 21 anos é duríssima, com referência de 0,01% no manual do DMV. 

Só que tem um detalhe que deixa muita gente confusa, e vira prato cheio para manchete. Você pode enfrentar acusação mesmo abaixo de 0,08% se a polícia entender que houve incapacidade para dirigir com segurança, com base em sinais, direção irregular e testes de sobriedade na abordagem. É por isso que, em muitos casos, o comportamento observado pesa junto com o resultado do bafômetro ou do exame de sangue. 

E punição, meu bem, não é tapinha na mão. Para um primeiro caso, em regra como contravenção, aparecem combinações como multa base de US$ 390 a US$ 1.000, possibilidade de prisão de até 6 meses, suspensão da carteira e curso obrigatório, com variações por condado e circunstâncias. Alguns lugares também exigem ou facilitam o uso do IID, o bafômetro instalado no carro que impede o veículo de ligar se acusar álcool. 

Aí você me pergunta, e o Brasil, Kátia, como fica nessa comparação. Aqui a conversa é mais numérica e mais “tolerância quase zero”. Na prática, pela Lei Seca, há infração gravíssima com multa alta e suspensão do direito de dirigir quando o etilômetro aponta a faixa administrativa, e o crime do artigo 306 do CTB entra no jogo com pena de detenção de seis meses a três anos, além de multa e suspensão ou proibição de habilitação. 

O pulo do gato, e eu falo isso olhando no seu olho, é o jeito como cada lugar prova a história. Na Califórnia, o “dirigir alterado” pode ser sustentado por sinais e conduta, mesmo com número baixo. No Brasil, o bafômetro e os parâmetros legais costumam dominar a narrativa, junto com outros meios de prova previstos em lei, mas o foco público fica muito preso na medição e na recusa. 

E no meio desse debate todo, tem Britney, que vira vitrine instantânea. Para gente famosa, um DUI nunca é só processo, também vira impacto em imagem, contrato, agenda, aquele efeito dominó que a internet adora empurrar com o dedo. Eu só queria que o mundo aprendesse a lição sem precisar de celebridade servindo de exemplo, mas aí eu já estou pedindo maturidade coletiva, e eu mesma quase rio.

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