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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Casal aliado ao PCC planejou e executou roubo a vizinhos no interior de São Paulo

A Polícia Civil de SP achou provas que liga o casal ao roubo que abalou a cidade de Americana/SP e à diversos outros crimes.

Kátia Flávia

23/12/2023 13h30

A Polícia Civil de SP achou provas que liga o casal ao roubo que abalou a cidade de Americana/SP e à diversos outros crimes.

E como diz aquele ditado, meus amores, o perigo mora ao nosso lado. E um caso recentemente que essa narrativa foi de um crime que abalou a cidade de Americana, no interior de São Paulo.

Foram identificados dois suspeitos que teriam auxiliado tanto no planejamento quanto na execução do roubo: João Batista dos Santos Muniz e sua esposa Roberta Mendes Bastos Muniz, moradores do condomínio Terras do Imperador na época e vizinhos de Juliana dos Santos Silva e Marcos Ramalho, vítimas do roubo.

Para quem não se lembra, no dia 30 de julho de 2022, por volta de 11h30, Juliana dos Santos Silva foi abordada em frente à sua residência no Condomínio Terras do Imperador, com armas de fogo seguida de grave ameaça, então a vítima foi trancada no banheiro, enquanto os indivíduos faziam a limpa na sua residência, levando joias e outros objetos de valores que somam mais de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).

Durante as investigações, a polícia descobriu que a residência de João e Roberta Muniz era usado como Quartel General da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e foi alugado por Luma Valéria Rovagnollo fazendo uso de documentação falsa, número de WhatsApp e linha telefônica em nome de Priscila Rodrigues Pereira. E através de buscas feitas pelo sistema de inteligência da Polícia Civil de SP, descobriram que o celular usado por Luma era de propriedade de Roberta Muniz.

E assim, descobriram outros crimes que foram praticados com o mesmo número de celular por João Batista dos Santos Muniz e sua esposa, auxiliados pela PCC: — Ocultar os rastros dos delitos e lavar o dinheiro fruto do crime, como exemplo o estelionato sofrido pela loja de roupas Danny Modas em valores superiores a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)

-Diversas solicitações de empréstimos e pedidos de cartões de crédito em nome de terceiros (direcionados à residência da mãe de João Batista dos Santos Muniz) para fomentar atividades criminosas que dependiam de maior investimento, como o roubo à residência localizada no Condomínio Terras do Imperador, onde uma casa, além da que o casal integrante da quadrilha morava, foi alugada

-E também um carro de luxo foi utilizado, assim como armas pesadas foram usadas para ameaçar as vítimas.

A partir de todos esses fatos, o Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou a imediata Busca e Apreensão na residência de João Batista dos Santos Muniz e Roberta Mendes Bastos Muniz. E assim, conseguiram não só outras provas que ligavam o casal ao roubo no Condomínio Terras do Imperador, mas também provas que conectavam o casal à diversos crimes em andamento e a ligação do casal à facção criminosa PCC:

(i) identidade de Priscila Rodrigues Pereira usada no roubo, com foto de Roberta Mendes Bastos Muniz; (ii) celular utilizado para negociar o aluguel da casa usada como Quartel General da quadrilha em fase preliminar ao roubo; (iii) 8 cédulas de identidade em branco para falsificação de documentos, em nome de João Batista dos Santos Muniz, também utilizadas para falsificar o documento de identidade de Luma Valéria Rovagnollo; (iv) 27 chips de diversas operadoras de telefonia; (v) 7 aparelhos celulares; (vi) R$ 14.000,00 em espécie; (vii) mais de 20 documentos de identidade de terceiros, vítimas de crimes de golpe financeiro da quadrilha; (viii) 5 carimbos falsos de médicos com o respectivo CRM; e (ix) 27 receituários falsos de anabolizantes carimbados e assinados com o nome de diversos médicos.

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