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Kátia Flávia
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Casagrande explica o motivo de não ir ao velório de Pelé: “Eu não corro risco de recaídas para drogas”

Ex-jogador ainda disse que não foi no velório da mãe, porque as emoções batem muito forte para ele que se declara ex-dependente químico

Kátia Flávia

05/01/2023 10h30

Ex-jogador ainda disse que não foi no velório da mãe, porque as emoções batem muito forte para ele que se declara ex-dependente químico

Vocês acharam que Walter Casagrande não iria explicar o motivo de não ter ido ao velório de Pelé? O ex-jogador não teve papas na língua e contou detalhes sobre sua escolha. Em entrevista ao site SportBuzz, ele contou que não abre espaço para ter recaídas.

“Todo mundo sabe que sou dependente químico, fiquei internado por um ano; estou muito bem, não bebo, não fumo, estou distante das drogas, mas eu tenho umas regras que tenho que colaborar para que eu me mantenha (bem). Eu não corro risco de recaídas para drogas, mas corro riscos de recaídas emocionais. No tratamento que tenho hoje, uso antidepressivo, ansiolítico, antipsicótico e estabilizador de humor: tudo isso para que eu não tenha queda emocional. Eu fiquei muito tempo congelado por conta das drogas, e quando eu voltei limpo e comecei a ver a vida como ela é, as emoções passaram a bater muito fortes”, disse ele.

Casagrande ainda contou que não foi no velório da mãe e nem do pai. “E eu não fui ao velório do Pelé exatamente por isso. Eu não vi o meu pai no caixão, que morreu em 2020, não vi a minha mãe, não vi o Sócrates. A última pessoa foi o Marcelo Fromer (músico brasileiro) lá em 2001, mas também não vi muito. Com a morte de Gal (Costa) eu chorei muito, com o Jô (Soares), Rolando Boldrin, Isabel (Salgado)… e aí veio o Pelé. Não é uma justificativa (a ausência no funeral), é uma realidade dos fatos. E eu cuido disso exatamente para não ter queda emocional”, relatou.

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