Estava aqui em Milão quando me contaram sobre o novo reality de Boninho, e a primeira coisa que pensei foi: o homem estudou o que o público reclamou no BBB e decidiu resolver tudo de uma vez. A Casa do Patrão estreia em 27 de abril, às 22h40, simultânea na Record e no Disney+, e a novidade que está circulando nos bastidores é que as câmeras já vão estar ligadas desde a chegada dos participantes ao local, sem edição, sem corte, sem aquele momento de adaptação que a produção costuma esconder.
No Disney+, o assinante vai poder escolher entre oito sinais ao vivo diferentes, incluídos em todos os planos sem custo adicional, e acompanhar episódios diários além do arquivo completo em VOD. A dinâmica do jogo divide os participantes em três casas com funções distintas: Casa do Patrão, para quem está no poder; Casa do Trampo, para quem cumpre tarefas sob pressão; e Casa da Convivência, o espaço neutro onde alianças se formam e se desfazem em tempo real. O Patrão muda a cada ciclo, e o público vota quem fica.
Nas redes, a palavra “Boninho” entrou em tendência assim que a data vazou, com fãs de reality divididos entre os que já escolheram câmera favorita e os que ainda estão processando que existe uma casa chamada literalmente “do Trampo”. O Disney+ apostou pesado nessa parceria, e o movimento de liberar câmera ao vivo sem paywall extra é claramente uma resposta ao que o Globoplay construiu com o BBB.
O que eu enxergo aqui é Boninho testando um formato que pode redesenhar o mercado de realities no Brasil, com três hierarquias explícitas num único confinamento e câmera total desde o minuto zero. Se funcionar, todo mundo vai correr atrás. Se não funcionar, vai ser o reality mais comentado do ano mesmo assim.
A Casa do Trampo ainda não abriu inscrições para Milão, mas se abrir, eu considero.