Nesta terça-feira, (31), Carol Nakamura e Guilherme Leonel anunciaram que Wallace, de doze anos, seu filho adotivo, decidiu voltar a morar com a mãe biológica.
Primeiro, foi Gui que anunciou a circunstância pela quantidade de perguntas a respeito do menino que estava recebendo. “Meu sonho era vê-lo voando na vida! Eu sempre afirmei: esse moleque chega aonde ele quiser. Com a malandragem de vida, a inteligência que tem e todo suporte que damos, ele vai voar! Nem sempre as coisas saem como a gente quer, e não temos controle sobre as vontades alheias. E infelizmente a vontade dele foi partir, voltar para a casa da mãe biológica. E por mais doloroso que seja para nós, temos de entender e respeitar, afinal, não sei como reagiria se estivesse na pele dele”, postou Gui.
Mais tarde, Nakamura disse que Wallace estava “safado” e não queria ir para a escola mais. “Tive que respeitar a vontade dele. Wallace estava safado. Ele já tinha entendido que eu não tinha a guarda dele. Se a gente brigasse ou colocasse de castigo ou chamasse a atenção, ele queria ir para a casa da mãe. E, se a mãe fizesse o mesmo, ele vinha para cá. E nisso, faltando na aula. Não tem outra palavra, ele estava sem vergonha”, disparou. E em seguida disse que chorou muito e até se culpou pela decisão do filho, pois Wallace dizia que, na casa da mãe biológica, podia andar descalço, empinar pipa, ficar na rua até tarde e tomar banho quando quisesse.
Após ser criticada por o ter chamado de safado, Carol, mais uma vez, se pronunciou: “Primeiro: não critiquem o Wallace em hipótese alguma! Independentemente de ele estar morando comigo ou não, ele continua sendo meu filho na minha cabeça, no meu coração. Ele é um pré-edolescente que não teve educação, não teve regra na ínfância, óbvio, não se acostumou com isso. Por favor, não julguem nunca a atitude dele!”. E em seguida disse ser a favor da adoção. “Número dois: não sou contra a adoção. Muito pelo contrário! Sou super a favor, independentemente da minha experiência. Wallace sabe ler, escrever, é inteligente, tem um super potencial. É frustrante não morar mais com o Wallace, mas é muito gratificante uma criança que chegou sem saber ler, escrever, não estava falando corretamente. Hoje ele sabe ler, escrever, está na escola. Claro que valeu a pena! Eu faria tudo igual. A escolha dele de estar com a família biológica dele… ele ama a mãe dele, a mãe dele tinha saído de uma internação. Tem o fator regras e disciplina, que ele nunca tinha lidado. Claro que pesou na decisão dele. A mãe dele é super grata, reconhece todas as coisas. O momento já é delicado, vocês ainda fazem… mas incomoda”.
Esperamos que Carol e Gui fiquem bem e que Wallace tenha um caminho lindo daqui pra frente!