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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Carol Castro se revolta após ficar fora do Melhores do Ano

A atriz desabafou nas redes sociais após não aparecer entre as indicadas do Melhores do Ano 2025, mesmo depois da repercussão de Clarice em Garota do Momento. No post, Carol disse que se entregou “de corpo e alma” ao papel e agradeceu o apoio do público, que reagiu com indignação.

Kátia Flávia

09/03/2026 10h49

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A atriz lamentou sua ausência na lista de indicados do “Melhores do Ano”, do “Domingão com Huck”, em uma publicação feita no X, antigo Twitter, neste domingo (8). (Foto: Reprodução/Internet)

Meus fofoqueiros , eu precisei sentar para processar porque a senhorita Carol Castro resolveu abrir o coração depois de ficar fora do Melhores do Ano 2025 e o negócio veio com aquele gosto amargo de camarim depois da festa acabar. Eu bati o olho no desabafo e já imaginei a cena inteira, luz de camarim, rímel segurando a onda no limite, atriz olhando para o troféu de longe e pensando “querido, eu entreguei tudo, cadê meu nome nessa lista?”. Eu não tenho estrutura para artista talentosa ignorada, isso mexe com a minha ala dramática inteira.

A própria Carol jogou a real no X, sem rodeio, sem floreio de assessoria e sem aquele texto lavado de quem quer parecer superior. Ela escreveu que não foi indicada ao prêmio, disse que deu tudo de si, que se entregou de corpo e alma para Clarice e tentou buscar consolo no retorno popular. Eu gosto quando a celebridade resolve falar como gente de carne, osso e ressentimento fino, porque aí a fofoca ganha tempero e a notícia ganha verdade. E ali tinha frustração, sim, com maquiagem de elegância por cima.

Para quem estava na lua ou fugindo do grupo de WhatsApp da firma, Carol viveu a Clarice em Garota do Momento, novela que colocou a personagem em cenas intensas e de forte repercussão. A atuação dela virou assunto, mexeu com público, gerou comentário, elogio, defesa apaixonada e esse tipo de reação que toda atriz adora ver porque sinaliza conexão real. Só que, na hora da lista das indicadas ao prêmio do Domingão com Huck, o nome dela ficou de fora. A novela apareceu na disputa de melhor novela, mas na categoria de atriz o jogo correu para outros lados.

E é aí que mora o climão, meu amor. Porque quando uma artista sente que entregou uma personagem marcante e não vê esse trabalho refletido numa indicação, a sensação é de festa de gala com nome barrado na portaria. Eu, Kátia Flávia, já começo a montar a cena mental como se fosse final de temporada de série cara, com trilha dramática, taça pousada na mesa e aquela frase que sai baixa, porém afiada, do tipo “entendi”. Não estou dizendo que Carol fez isso, calma, mas o espírito da coisa tem essa temperatura.

No texto publicado, ela ainda tentou puxar o freio da emoção e olhar para o lado positivo. Disse que existem coisas que a gente não entende, mas que é preciso valorizar a resposta e a voz do povo. Agradeceu as mensagens recebidas e tentou transformar a ausência da indicação em termômetro de carinho popular. Achei chique, confesso. Porque reclamar ela reclamou, e com razão do coração dela, mas também soube fazer a curva sem capotar no discurso de amargura total.

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Foto: Reprodução/ X

Só que a internet, essa passarela de gente indignada e desocupada em tempo integral, entrou em cena rapidinho. Teve internauta dizendo que, do pódio pessoal, Carol era a vencedora. Teve gente chamando de injustiça, dizendo que as cenas do reencontro emocionaram, que Clarice foi marcante e que essa ausência não fazia sentido. Outros foram além e trataram a premiação como festa da firma televisionada, sem critério confiável de indicação. Eu li isso e pensei: pronto, o tribunal do sofá já abriu sessão extraordinária.

Esse tipo de reação importa, sim. Não decide troféu, não muda lista fechada, mas mostra como uma atuação reverbera fora da bolha da produção. E Carol claramente se agarrou a isso para reorganizar o próprio sentimento. Porque uma coisa é perder disputando, outra é nem ser chamada para a pista. A primeira dói com protocolo. A segunda cutuca o ego artístico num lugar muito específico, quase como deixar a protagonista fora do pôster sendo que ela carregou metade da novela nas costas.

Eu tive que pausar a esteira para pensar numa coisa. Premiação de TV adora vender narrativa de reconhecimento, mérito, emoção, aplauso e justiça poética, mas às vezes entrega um cardápio que deixa o público com a sobrancelha erguida. E quando a atriz vem a público, escreve com franqueza e ainda recebe uma onda de apoio, fica evidente que havia uma expectativa em torno daquele nome. Pode até não mudar o resultado, mas muda o barulho do bastidor, e barulho de bastidor, meus amores, é meu idioma oficial.

Carol saiu desse episódio com uma mistura muito brasileira de decepção e dignidade. Ficou frustrada, falou, agradeceu, segurou a pose e viu a plateia digital correr para abraçá-la. Eu, daqui do meu camarote imaginário, fiquei com a sensação de que ela perdeu a indicação, mas ganhou um pequeno capítulo de redenção pública, desses que deixam o prêmio meio sem graça e a atriz maior do que a própria ausência. E vou te falar, quando o público começa a repetir que a esquecida era a merecedora, o troféu até continua lá, brilhando, mas quem passa a noite assombrando a festa é justamente quem ficou do lado de fora.

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