Eu, Kátia Flávia, confesso que arregalei o olho pintado quando percebi que o Carnaval resolveu estudar finanças. Pela primeira vez na história, o prêmio da escola campeã não ficou parado esperando a quarta-feira da apuração. Ele trabalhou. Enquanto a Sapucaí ensaiava, o dinheiro rendia.
A Unidos do Viradouro cruzou a avenida, levou o título e ainda viu o prêmio inicial crescer ao longo do período pré-carnavalesco. O valor começou em R$ 3,5 milhões e chegou turbinado à casa dos R$ 3,7 milhões, com rendimento equivalente a 120% do CDI. Isso mesmo. Samba no pé e juros compostos no currículo.

A ação foi articulada em parceria com o Mercado Pago, banco digital oficial do Rio Carnaval 2026. A proposta foi direta. Tratar o prêmio das escolas como investimento desde a Noite dos Enredos, ainda em agosto, deixando o dinheiro render até a apuração final.
Nos bastidores, o impacto foi imediato. Presidentes de escola começaram a falar de rendimento com a mesma seriedade que falam de harmonia e bateria. O prêmio deixou de ser apenas troféu simbólico e passou a representar fôlego real para o pós-Carnaval, aquele período em que a ressaca é longa e a conta chega.
O Mercado Pago também levou sua presença para além do cheque. Teve ativação na Cidade do Samba, ações no Sambódromo e encontros com profissionais do Carnaval para discutir educação financeira. Sim, meus amores, o samba agora também aprende a lidar com planilha sem perder o suingue.

No dia da apuração, enquanto o público prendia a respiração a cada nota, o prêmio já estava fechado, rendido e pronto para cair na conta da campeã. A Viradouro levou o título com autoridade e saiu da Sapucaí provando que, em 2026, vencer também significou saber deixar o dinheiro trabalhar.
Eu observo, aplaudo e anoto. Porque o Carnaval pode até acabar na Quarta-feira de Cinzas, mas o extrato bancário segue firme, desfilando o ano inteiro.