Meu povo, eu precisei sentar para processar porque essa notícia me pegou com a energia de plantão de celebridade em semana de homenagem. Carlos Alberto de Nóbrega, aos 89 anos, foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, depois de apresentar pressão alta, e os exames ainda apontaram uma pneumonia leve. Eu estava lendo isso e já imaginando o corredor do hospital, o celular tocando sem parar, a família tentando acalmar todo mundo e o fã-clube em modo coração na mão.
Segundo o próprio Carlos Alberto, ele foi tratar uma coisa e descobriu outra. A pressão já baixou, mas a preocupação médica passou a ser a pneumonia, especialmente por causa da idade dele. Ele apareceu em vídeo diretamente da unidade semi-intensiva para tranquilizar o público e avisou que deve ficar internado por mais um ou dois dias. Meu amor, aí eu respiro junto, porque quando o artista aparece falando, olhando para a câmera e dizendo que está bem, a temperatura da fofoca baixa e entra o boletim com um pouco mais de paz.
A internação veio logo depois de uma sequência puxada de gravações do especial de 90 anos preparado pelo SBT. E aqui eu digo com a taça imaginária na mão, homenagem em televisão tem brilho, aplauso, convidado famoso, abraço no palco, mas também tem bastidor pesado, luz forte, gravação longa, emoção alta, agenda espremida, aquela maratona que ninguém vê inteira. O corpo cobra, meu bem. Cobra e manda aviso.
Nas imagens divulgadas, Carlos Alberto apareceu tomando café da manhã no quarto ao lado da mulher, Renata de Nóbrega, o que ajuda a desmontar o pânico que costuma se instalar na internet em cinco minutos. O SBT também confirmou oficialmente a internação, informou que houve identificação de um início de pneumonia e reforçou que ele já está em tratamento e segue estável. Eu gosto de notícia com dado claro, nota objetiva e artista falando por si, porque susto já basta o da manchete.
O especial, aliás, continua previsto para ir ao ar nesta quinta-feira, dia 12, justamente na data em que ele completa 90 anos. A gravação reuniu nomes como Patricia Abravanel, Ronnie Von, Raul Gil, Ratinho e César Filho, naquele clima de televisão que adora transformar trajetória longa em festa de gala com cheiro de arquivo vivo da cultura pop brasileira. E convenhamos, Carlos Alberto tem tamanho para isso. Ele é daqueles nomes que atravessaram décadas sem pedir licença, com programa, bordão, memória afetiva e cadeira cativa no imaginário do público.
Eu tive outra mini pane aqui porque existe uma ironia dramática daquelas bem brasileiras. O homem grava um especial para celebrar a própria história, entrega expediente de veterano raiz, sai de cena como quem cumpriu missão, e logo depois vai parar no hospital para observação. Isso aqui tem toda a cara de bastidor de TV antiga, onde a estrela vai até o limite da própria disciplina e depois o organismo pede camarim, silêncio e antibiótico.
A boa notícia é que o quadro, até aqui, está sob controle, com pressão estabilizada, pneumonia em tratamento e expectativa de permanência curta no hospital. Então, meus fofoqueiros de elite, o momento é de atenção, carinho e torcida, sem fanfic de internet e sem alarme histérico. Porque se a televisão brasileira tem alguns totens de resistência, Carlos Alberto é um deles, e eu sinceramente prefiro vê-lo no palco da homenagem, cercado de convidados, do que transformado em trending topic de apreensão.