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Kátia Flávia
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Carlo Ancelotti vira estrela do Carnaval e abraça ídolos do penta

De camisa da Seleção, Carlo Ancelotti apareceu no Camarote Bar Brahma, posou com campeões mundiais e mostrou que já entendeu uma regra básica do Brasil: antes do campo, vem o calor humano.

Kátia Flávia

15/02/2026 13h44

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Técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti foi uma das principais atrações do Camarote Bar Brahma | Patrícia Devoraes/Brazil News – Divulgação/Brahma

Eu estava lá, espiritualmente de salto alto e olhar clínico, quando Carlo Ancelotti resolveu atravessar o Atlântico emocional e cair direto no Anhembi. O Mister chegou sem pose de europeu distante. Chegou sorrindo, abraçando e aceitando o Carnaval como quem entende que, neste país, tudo começa fora da prancheta.

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Italiano marca presença no Camarote Bar Brahma, encontra ex-jogadores do penta e demonstra sintonia com o clima brasileiro.

No Camarote Bar Brahma, Ancelotti virou atração instantânea. Não precisou levantar taça, nem dar entrevista em tom professoral. Bastou vestir a camisa da Seleção Brasileira e circular entre nomes que carregam a memória afetiva do torcedor. Ali estavam Denílson Show, Júnior e Vampeta, todos no modo anfitriões de um Brasil que gosta de contato visual e abraço apertado.

O italiano não fez cara de quem está cumprindo agenda. Circulou, conversou, riu, aceitou fotos e deixou claro que estava absorvendo o ambiente. Carnaval, para ele, virou aula prática. Entender o barulho, o suor, a proximidade e a informalidade ajuda mais do que qualquer relatório técnico.

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No camarote, os ex-jogadores atuaram como anfitriões informais de um ambiente marcado por proximidade e celebração.

A Brahma, velha conhecida da Seleção, tratou o momento como celebração e estratégia. O Carnaval virou palco de integração simbólica, com Ancelotti no centro da cena, sendo apresentado ao país fora do estádio. Nada forçado, nada engessado. Funcionou porque ele entrou no clima.

Depois de São Paulo, a rota seguiu para Salvador e Rio, como manda o ritual. Um treinador que pretende comandar o Brasil precisa atravessar essa jornada. Não para provar algo, mas para sentir o pulso da arquibancada que canta, cobra e abraça na mesma intensidade.

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Ancelotti troca a prancheta pelo samba e encontra heróis do penta

Saí dessa cena com uma convicção de colunista experiente e um pouco dramática. Ancelotti não veio apenas observar. Veio se deixar observar. No Brasil, isso conta ponto. E conta muito.

Fotos | Patrícia Devoraes/Brazil News – Divulgação/Brahma

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