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Kátia Flávia
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Carlinhos de Jesus faz  desabafo e emociona o público: “Não sei se volto a dançar, mas sei que volto a andar”

Kátia Flávia

15/09/2025 10h00

Com bursite e tendinite que o deixaram temporariamente em cadeira de rodas, o coreógrafo de 72 anos revela os desafios e a força que o mantêm firme na dança e na vida.

Com bursite e tendinite que o deixaram temporariamente em cadeira de rodas, o coreógrafo de 72 anos revela os desafios e a força que o mantêm firme na dança e na vida.

Um dos maiores ícones da dança popular brasileira, Carlinhos de Jesus, de 72 anos, surpreendeu o público ao aparecer em cadeira de rodas, consequência de uma bursite trocantérica bilateral e uma tendinite nos glúteos, que comprometeram sua locomoção e causaram dores intensas. “Quando chegaram a um diagnóstico e me falaram que havia a possibilidade de eu não recuperar o movimento das pernas, eu pensei: minha vida acabou”, confessou o coreógrafo.

Após quinze dias internado, doze deles à base de morfina para suportar a dor, e acompanhado por uma equipe multidisciplinar de médicos, Carlinhos teve alta e decidiu não se deixar vencer pela doença. “Chorei muito, mas nunca pensei em desistir. Parei e pensei: o que vem de Deus, eu encaro”, disse ele em entrevista por telefone.

O coreógrafo detalhou o período difícil e a rotina de recuperação: “Tem sido um bombardeio, um tsunami na minha vida. Tudo começou com uma bursite de dor imensurável. Quando veio a tendinite, fui internado e fiquei quinze dias no hospital, tomando morfina para conseguir dormir.” Ele ainda lembrou da frustração ao perceber a gravidade da situação: “A primeira coisa que falei para minha mulher foi: acabou minha vida. Chorei muito, mas nunca pensei em desistir. Ela esteve ao meu lado o tempo todo.”

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Carlinhos de Jesus compartilha vídeo dançando de cadeira de rodas

Hoje, Carlinhos enfrenta os desafios da reabilitação com determinação. “Moro numa casa de três andares e não posso subir ou descer escadas sozinho. Uma escada que alguém sobe em 10 segundos, eu levo 10 minutos. Meu membro inferior direito ainda enfrenta problemas, mas sinto que vou levantar da cadeira de rodas e não depender mais de nada”, afirmou.

A paixão pela dança também foi crucial para manter o espírito elevado. Mesmo temporariamente limitado, ele deu aulas no Festival de Dança de Joinville usando a cadeira de rodas. “As quatro aulas que eu dei na cadeira de rodas fizeram mais sucesso do que se eu estivesse andando. Dançar assim foi uma sensação de liberdade.”

Carlinhos também contou como o apoio dos fãs tem sido essencial nesse momento. “Recebo milhares de mensagens diariamente, com conselhos de médicos, energias, orações e até fumaça de preto velho pelo telefone. Isso me deixa muito feliz e me dá forças para seguir.”

O ícone da dança mostra que, mesmo diante de limitações físicas, a determinação e o amor pela arte podem transformar qualquer dificuldade em inspiração.

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