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Kátia Flávia
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Carla Perez admite erro após acusação de racismo no Carnaval

A dançarina se pronunciou após a repercussão da imagem em que aparece nos ombros de um segurança negro em Salvador. Carla reconheceu o peso simbólico da cena e falou em aprendizado e responsabilidade.

Kátia Flávia

17/02/2026 8h25

A dançarina se pronunciou após a repercussão da imagem em que aparece nos ombros de um segurança negro em Salvador. Carla reconheceu o peso simbólico da cena e falou em aprendizado e responsabilidade.

Eu acordei hoje com aquele clima clássico de pós-Carnaval, cabeça latejando, glitter grudado na alma e uma certeza: o assunto do dia não é trio, não é fantasia e nem música chiclete. É Carla Perez e o pronunciamento que virou pauta séria depois da ressaca da folia.

A imagem correu o Brasil em velocidade de story malicioso. Carla, sorridente, erguida nos ombros de um segurança negro durante a despedida do trio Pipoca Doce, no circuito Osmar, em Salvador. O que era para ser um momento de encerramento festivo virou discussão pesada nas redes, com críticas duras e análises que passaram longe do clima de confete.

A cobrança veio forte e veio rápido. Teve gente falando em semiótica, em símbolos históricos, em reprodução de desigualdade. Não ficou restrito a fofoca de Carnaval, virou debate social com letras maiúsculas. E Carla sentiu.

Hoje, a dançarina resolveu se posicionar. Em vez de silêncio ou defesa atravessada, ela reconheceu que a cena carrega simbologias ligadas ao racismo estrutural no Brasil. Disse que o objetivo era fazer uma despedida marcante do projeto, mas admitiu que a imagem produz outra leitura e se comprometeu publicamente com o combate ao racismo.

O detalhe que pesa é o contexto. O trio Pipoca Doce encerrou um projeto voltado ao público infantil, gratuito, carregado de discurso afetivo. Justamente por isso, a imagem ganhou ainda mais força simbólica e saiu do controle do roteiro original.

Hoje, Carla Perez entra naquele lugar delicado onde o passado pop encontra o presente crítico. O Brasil mudou, a régua subiu e o Carnaval deixou de ser território sem consequência. Quem sobe no trio agora dança também com o olhar atento da sociedade.

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