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Kátia Flávia
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Cariúcha abre o jogo e se vitimiza ao falar da saída do SBT

Prestes a estrear como apresentadora do SuperPop, na RedeTV!, Cariúcha chorou ao relembrar o dia em que foi avisada de que não entraria mais no ar no SBT. Ela disse que foi orientada a voltar para casa e sair pela porta dos fundos, mesmo ainda com contrato vigente.

Kátia Flávia

05/03/2026 9h00

Apresentadora revelou que foi impedida de se despedir no ar do Fofocalizando após ser anunciada no SuperPop (RedeTV) – Foto: Reprodução/ Metrópoles

Meu povo, eu estava aqui tentando começar o dia normal, e aí me cai essa história da Cariúcha que concedeu uma entrevista a Tv Leo Dias , lembrando, chorando, e soltando a frase “saí pela porta dos fundos” como quem joga um copo no chão em cena de novela. Eu parei tudo, porque bastidor de TV é meu café da manhã.

Ela contou que estava pronta para se despedir do público do Fofocalizando, achando que ia entrar no ar bonitinha, fechar ciclo, acenar, dar aquele sorriso de quem vai embora com classe. Só que avisaram que ela não entraria mais. Mandaram voltar para casa. Aí eu te pergunto, meu amor, que produtor de drama foi esse que assinou a direção da cena.

Pelo que foi noticiado, isso não parece “demissão do nada”. Parece o básico da televisão, você sinaliza que não vai renovar, tem aviso, tem prazo, tem multa, e a emissora faz o que faz sempre, tira do ar e põe na geladeira até o contrato acabar, pagando certinho, evitando conflito ao vivo e qualquer recado atravessado que vire manchete no minuto seguinte.

E tem um ponto que ninguém pode fingir que não existe. Ela já estava a caminho de outra emissora, assinada com a REDETV! no SuperPop , na vaga da Luciana Gimenez. Ela mesma falou que foi tudo rápido, que precisava agarrar a oportunidade. E eu entendo, porque vaga assim não espera você respirar, é igual salto alto em piso molhado, ou você pisa firme ou você cai.

Agora vamos ao que interessa, meu povo. Chamar o SBT de errado só fecha questão se tiver quebra de contrato, falta de pagamento, exposição desnecessária, impedimento de direitos do período, alguma coisa que ultrapasse o jogo frio e vire abuso. Isso eu não tenho como cravar só pelo choro o que eu posso dizer, com certeza, é que pega muito mal na narrativa, porque quando a bonita diz que saiu pela “porta dos fundos” na TV tem cheiro de castigo público, mesmo quando é só logística para não virar circo na portaria.

E aí entra o xadrez, que é onde eu me divirto. A Cariúcha está construindo a imagem de “grata e emocionada”, porque isso funciona com o público e com o mercado. Ela agradece a família Abravanel, cita Daniela Beyruti, fala de carinho, de oportunidade, de ter sido acolhida. Isso é a versão que mantém pontes em pé e não transforma a mudança de emissora em guerra aberta.

Do outro lado, o SBT também tem uma necessidade bem simples, mostrar que quem manda na grade é a casa. Televisão é território, meu bem. A emissora não quer parecer que o contratado saiu assinando com outro lugar e ainda controlando o capítulo final. E aí vem o método tradicional, geladeira, silêncio, pagamento, e fim do vínculo sem show.

E para fechar com a minha opinião. A lágrima dela pode ser real e pode ser estratégia, as duas coisas cabem no mesmo rosto. Ela se emociona porque foi o lugar que deu vitrine, e ela administra a emoção porque está virando apresentadora de um talk show em outra casa. E o SBT não é ONG de sentimento, é máquina de grade. No fim, quem chora ganha o coração do público, e quem controla a grade ganha o recado para o mercado. Todo mundo jogando, meu amor.

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