Gente, estou completamente esbaforida, pois dormi pouquíssimas horinhas para fazer a ponte aérea Rio-São Paulo e curtir cada segundo do The Town. Pra vocês terem noção, estou cansadíssima de tanto vibrar, pular e gritar nos shows baphônicos de ontem. E apenas hoje cedo voltei direto pro aconchego de meu duplex no Leblon.
E no meio de tanta euforia, vi e ouvi a manifestação do charmoso e talentoso Dinho Ouro Preto, de 61 anos, à frente do Capital Inicial, sobre a injustíssima PEC da impunidade, que os deputados querem aprovar no Congresso para serem blindados de futuras ações judiciais.

Meu bem, antes do astro do rock transformar o palco principal do festival em um evento punk de primeiríssima qualidade com a atemporal “Que País é Esse?”, escrita pelo saudoso e lendário Renato Russo em 1978 e que continua super atual, o líder do Capital Inicial se posicionou contra a PEC.
“Essa música aqui é sobre a violência, a pobreza e a desigualdade brasileira. Música sobre a PEC da impunidade que eles estão querendo aprovar no Congresso. Os nobres deputados, engravatados, falou?”, esbravejou sendo ovacionado pelo público roqueiro.

Lembrando que, além do Capital Inicial, a banda CPM 22, sim, aquela que “tretou” com a Carreta Furacão em agosto, também se manifestou contra as regalias que os políticos desejam ter e contra a anistia dos envolvidos nos episódios lamentáveis do 8 de janeiro de 2023.

Gente, pra quem está por fora, essa PEC da impunidade quer retomar as regras originais da Constituição de 1988, onde os parlamentares só podiam ser investigados criminalmente e judicialmente, caso as Casas Legislativas aprovassem tal ação.
Amores, quem deseja o retorno dessa regra é porque quer fazer ações ilegais sem restrições e sem medo de ser preso, pois ao fim, essa PEC vai protegê-los. Gente, tô indignada com isso… espero que não aprovem.