Eu li o comunicado oficial e senti aquele vazio que só notícia definitiva provoca. Não é boato, não é susto de rede social. É fim.
Yeison Jiménez estava a caminho de Medellín, seguindo a agenda de shows, vivendo aquele momento clássico de artista que trabalha sem pausa, quando a vida resolve interromper sem aviso. O avião privado caiu entre os municípios de Paipa e Duitama. Nenhuma chance de despedida, nenhuma segunda chamada, nenhuma exceção. Todos morreram no local.
A equipe do cantor confirmou o falecimento em um comunicado que mistura dor, respeito e pedido de silêncio. Ali não falam só de um artista, falam de um filho, de um amigo, de alguém que transformou a própria história em combustível para milhares de pessoas que se viam nele.
E aqui está o ponto que quase ninguém sublinha: Yeison não era apenas sucesso de streaming. Ele era presença. Voz que representava uma Colômbia popular, resiliente, que canta dor e orgulho no mesmo verso. Quando um artista assim cai, não é só o avião que despenca. É um pedaço da cultura que fica suspenso no ar.
As autoridades ainda investigam as causas do acidente. Tecnicamente, tudo ainda é apuração. Emocionalmente, já é luto consolidado.
