Amores, eu devo ir para Campos do Jordão já me imagino em uma novela de época, mesmo com 15 graus, porque lá o frio é psicológico e a pose é obrigatória. Estou atrás de um casaco, cachecol, cara de quem entende de vinho e vou viver 48 horas intensas nesse cenário onde todo mundo parece personagem secundário querendo roubar a cena.
Campos do Jordão segue firme e forte como aquele cenário clássico de novela que nunca sai do ar. Todo inverno é a mesma coisa, muda o cachecol, troca o fondue, mas o enredo continua irresistível. Para quem tem apenas 48 horas, a cidade oferece um roteiro redondo, daqueles que dão sensação de viagem longa, mesmo com agenda apertada.

No primeiro dia, a região central concentra os programas mais clássicos. O Dreams House aparece como opção para quem gosta de atrações visuais e passeios rápidos, reunindo museu de cera, parque de miniaturas e outras experiências pensadas para todos os perfis.

Logo depois, o Parque Capivari entra em cena como ponto de partida obrigatório — ali estão o teleférico, o trenó da montanha, a pista de patinação e, claro, o vai-e-vem constante de turistas em modo observação total.

Ainda nesse eixo, o Morro do Elefante garante a vista panorâmica mais disputada da cidade. O acesso pode ser feito de carro ou teleférico, e o pôr do sol costuma ser tratado como atração principal, daqueles momentos em que todo mundo para, fotografa e finge contemplação profunda.

À noite, o roteiro pede simplesmente bater perna pela Vila Capivari. Lojas, galerias, chocolaterias, bares e restaurantes criam aquele burburinho típico que mistura turistas animados, casais em clima de filme romântico e famílias tentando decidir onde jantar sem brigar.

O segundo dia costuma ser reservado para natureza, aventura e comida boa. O Parque Tarundu aparece como opção para quem quer gastar energia, com tirolesa, boia cross, patinação e atividades ao ar livre. Já o Horto Florestal entra como contraponto, oferecendo trilhas, cachoeira, lagos e áreas tranquilas para quem prefere desacelerar e trocar o salto pelo tênis.

Na parte gastronômica, o destaque vai para o Dona Chica na Horta, dentro do parque, que aposta em ingredientes regionais e pratos bem-executados, funcionando tanto para almoço quanto para um café mais demorado. E antes de pegar a estrada de volta, o clássico não pode faltar: fondue. Restaurantes tradicionais como o Toribinha Bar & Fondue seguem como parada quase ritual, especialmente para quem quer fechar a viagem no modo inverno cinematográfico.

No fim das contas, Campos do Jordão continua entregando exatamente o que promete. Em 48 horas, dá para ver, comer, subir, descer, fotografar, postar e sair com a sensação de missão cumprida mesmo sabendo que, no próximo inverno, o capítulo se repete. E ninguém reclama.