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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Cães resgatados roubam cena no Rio Open e emocionam famosos

Eu estava lá, de coração mole e olhar afiado, quando cães resgatados entraram em quadra no Rio Open e fizeram o público esquecer a bola por alguns minutos. GoldenN transformou o torneio em vitrine emocional e colocou adoção responsável no centro do espetáculo.

Kátia Flávia

18/02/2026 18h32

imagem ação golden

Ação realizada pela GoldeN durante o Rio Open leva cães resgatados ao maior torneio de tênis da América do Sul e reforça a importância do cuidado e do compromisso ao adotar um animal

Confesso, eu já vi muita entrada triunfal em quadra, mas poucas com tanto impacto emocional quanto essa. Antes mesmo da bola subir no Rio Open, quem roubou a cena foram eles, os chamados CãoDulas, cães resgatados que entraram lado a lado com os atletas e bagunçaram o emocional da arquibancada inteira. Teve suspiro, teve celular levantado, teve gente fingindo que era suor no olho.

pedro augusto e dani suzuki divulgação golden (3)
Pedro Augusto – A estrela e amante incansável de bolinhas | Idade: 4 anos | Porte: Médio

A estreia de Guto Miguel contra o lituano Vilius Gaubas virou pano de fundo para uma ação que mexe com o que realmente importa. GoldenN levou cães resgatados para o centro do maior torneio de tênis da América do Sul e fez o esporte dividir holofote com uma pauta que costuma ser ignorada fora das redes sociais. Abandono, cuidado e responsabilidade ganharam palco nobre, luz boa e aplauso espontâneo.

marieta e andré marques – divulgação golden (3)
Marieta – A sobrevivente cheia de vida | Idade: 3 a 6 anos | Porte: Médio

O Rio Open acontece de 14 a 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, e virou cenário de histórias que dariam filme. Uma dessas estrelas atende pelo nome de Pedro Augusto, um vira lata que chegou ao resgate em estado grave e hoje desfila saudável, sociável e completamente apaixonado por bolinhas. Sim, ele conquistou o público com mais facilidade do que muito tenista famoso.

Ao lado dele estavam Marieta, Cristiane e Rodolfo, cães que carregam no corpo e no olhar marcas de abandono, fome, medo e negligência. Agora carregam outra coisa, visibilidade. A quadra virou vitrine de transformação e mostrou que uma chance bem dada muda tudo, inclusive destinos que pareciam perdidos.

cristiane e laura leão divulgação golden (22)
Cristiane – Quando a vida insiste em florescer | Idade: 3 a 6 anos | Porte: Médio

GoldenN patrocinadora do evento desde 2016, sabe muito bem onde está pisando. O torneio tem alcance nacional e internacional, e a marca resolveu usar essa projeção para dar protagonismo a quem quase nunca tem voz. Segundo Felipe Mascarenhas, Head de Marketing da empresa, colocar esses cães no centro da cena amplia o debate e reforça a adoção como compromisso sério, não como impulso fofo de domingo.

rodolfo e mari lobo (2)
Rodolfo – Energia que venceu a crueldade | Idade: 3 a 6 anos | Porte: Médio

E como se já não fosse emocionante o suficiente, ainda tem padrinhos famosos no roteiro. André Marques, Daniele Suzuki, Laura Leão e Mari Lobo entraram na história emprestando nome, afeto e visibilidade. É o tipo de elenco que funciona, porque chama atenção sem tirar o foco da causa.

Eu observei tudo com aquele olhar de quem já viu muita ação de marketing vazia. Aqui, a coisa foi diferente. Quando um cão resgatado pisa numa quadra dessas, ele não está ali para enfeitar o evento. Ele está ali contando uma história que muita gente prefere não ver. E dessa vez, ninguém conseguiu fingir que não era com ele.

Se o Rio Open é esporte de alto nível, essa noite provou que também pode ser palco de consciência. E olha, teve gente saindo do Jockey falando menos de tênis e mais de adoção. Quando isso acontece, alguma coisa deu muito certo.

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