Eu estava aqui no meu Cosme Velho, vivendo minha rotina fina de coluna social, quando começaram a chegar livros. Pilhas. Capas chamativas. Títulos com cara de quem quer mudar a vida de alguém. Olhei aquilo espalhado pela mesa e pensei, isso não é entrega comum, isso é a Buzz Editora fazendo aniversário e resolvendo ocupar espaço físico e simbólico.
A Buzz completa 10 anos e faz questão de dizer que não passou despercebida pelo mercado editorial. São cerca de 330 obras publicadas até 2026, uma década de atuação contínua e um posicionamento claro de quem gosta de entrar em cena com luz acesa. A editora se apresenta como ponte entre autores e leitores que buscam ação, reflexão e algum tipo de virada pessoal, tudo com linguagem acessível e alcance amplo.
Quem assina esse roteiro é Anderson Cavalcante, CEO e fundador, que surge como o produtor executivo dessa novela editorial. Ele fala de curadoria, visão de mercado e estratégia como quem já sabe qual personagem quer sustentar ao longo das próximas temporadas. Livro, para a Buzz, entra como experiência que dialoga com a vida real, com direito a posicionamento e intenção clara.
Ao longo desses dez anos, a editora apostou na construção de marca dos autores, na democratização de conteúdos relevantes e na diversificação de formatos. Livro físico, digital, audiobook, tudo circulando junto. No catálogo, nomes conhecidos do grande público dividem espaço com títulos que viraram referência em desenvolvimento pessoal, negócios e comportamento, criando aquele efeito de prateleira que chama atenção até de quem diz que não gosta de ler.
A expansão também ganha capítulo próprio. A Buzz opera hoje com três selos, Buzz, Luzzi e Unno, e já anunciou a chegada de novos selos em 2026, um voltado ao público jovem adulto e outro ao segmento infantil. A proposta é conversar com públicos diferentes sem perder a identidade central, como quem troca o figurino mas mantém o mesmo sotaque.
As comemorações incluem presença na Bienal do Livro de São Paulo, eventos temáticos, ações especiais e lançamentos que revisitam a trajetória da editora. A projeção é alcançar cerca de 330 obras publicadas até 2026, com números expressivos em livros físicos, e-books e audiobooks.
Eu olho para essa movimentação toda, cercada de livros no meu Cosme Velho, e entendo o recado. A Buzz quer ser lembrada, quer permanecer e quer crescer. No mercado editorial, chegar aos 10 anos já é um feito. Fazer disso um discurso de futuro é decisão de quem pretende continuar no centro da cena.