Meus amores, eu estava muito bem instalada na minha casa no Cosme Velho, numa chamada de vídeo justamente sobre geração de emprego em Mato Grosso, quando me aparece essa informação. Eu fiquei chocada. Chocada mesmo. Fechei a câmera, levantei da cadeira e já estou praticamente correndo para o aeroporto. Porque uma coisa é reunião sobre emprego. Outra coisa é alguém chegar e colocar cerca de 200 vagas na mesa.
A responsável pelo meu pequeno colapso empresarial é a Bureau Veritas, gigante mundial de testes, inspeção e certificação, que resolveu reforçar seus laboratórios de classificação de fibra de algodão em Mato Grosso.

E não estamos falando de uma figurante do agronegócio, viu? Segundo a empresa, ela responde por 65% do mercado brasileiro de classificação de algodão. Sessenta e cinco por cento, meu amor. Isso não é participação de mercado. Isso já é chegar à festa perguntando quem autorizou os outros 35% a entrar.
As vagas serão distribuídas pelos laboratórios de Sapezal, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Sorriso e Lucas do Rio Verde. A contratação envolve auxiliares de laboratório e operadores de HVI, profissionais que trabalham diretamente na análise e classificação das fibras.
E aí entra o tamanho dessa novela agrícola. O Brasil deve produzir perto de 4 milhões de toneladas de algodão em pluma em 2026, segundo dados citados pela empresa com base na Conab. Mato Grosso ocupa posição central nessa produção e virou território estratégico para quem presta serviços ao agronegócio.
Paulo Freire, diretor de Agronegócios, Food e Commodities do Bureau Veritas no Brasil, explica que ampliar as equipes locais é necessário para acompanhar o crescimento da demanda por serviços técnicos.
Eu traduzo do corporativês: tem algodão, tem demanda, tem laboratório precisando funcionar e, principalmente, tem emprego sendo criado.
Os selecionados ainda terão benefícios como vale-alimentação e Wellhub, e o processo seletivo será realizado online.