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Kátia Flávia
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Bueiro engole repórter da Record ao vivo durante incêndio e assusta até os bombeiros

Paola Vianna cobria um incêndio em Itaquaquecetuba quando a estrutura cedeu; bombeiros que já atuavam na ocorrência socorreram a jornalista, que passa bem.

Kátia Flávia

05/08/2026 15h00

Paola Vianna, repórter da Record, caiu em um bueiro durante entrada ao vivo no Hoje em Dia

Paola Vianna, repórter da Record, caiu em um bueiro durante entrada ao vivo no Hoje em Dia

A repórter Paola Vianna, da Record, passou por um susto durante uma entrada ao vivo no Hoje em Dia nesta quarta-feira (5). A jornalista cobria um incêndio de grandes proporções em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, quando pisou em um bueiro que cedeu e acabou caindo durante a transmissão.

Eu estava no apartamento em Ibiza, já com o vestido preto de cetim no corpo, um brinco dourado numa orelha e o outro perdido em algum canto da cama, quando vi o vídeo. E olha, ao vivo é uma entidade sem piedade. Você prepara texto, enquadramento, retorno, informação de bombeiro, e do nada o chão resolve participar da reportagem.

Paola estava na cobertura de um incêndio em uma fábrica de produtos químicos ou solventes na região do bairro Rio Abaixo, em Itaquaquecetuba. A ocorrência mobilizou uma grande operação de emergência por causa do risco envolvendo líquidos inflamáveis armazenados no local.

Durante a entrada, a repórter se movimentava na área da ocorrência quando pisou sobre a estrutura do bueiro. O tampão ou a sustentação cedeu, e ela caiu imediatamente. Como o Corpo de Bombeiros já estava no local combatendo o incêndio, os militares conseguiram prestar assistência rapidamente.

Eu parei de procurar o brinco nessa hora, porque a cena dá aquele susto seco. A gente ri nervoso depois, mas na hora não tem graça nenhuma. Repórter de rua vive nesse improviso absurdo: fumaça, calor, sirene, fio no chão, curiosos passando atrás, buraco escondido e apresentador no estúdio perguntando “você me ouve?” como se isso resolvesse o caos.

Felizmente, Paola não sofreu ferimentos graves nem fraturas, segundo as informações divulgadas após o acidente. A jornalista recebeu atendimento no local e tranquilizou o público sobre seu estado de saúde.

O incêndio que ela cobria também era preocupante. Informações sobre a ocorrência apontam que a fábrica armazenava dezenas de tanques com líquidos inflamáveis, o que aumentou o risco de explosões e exigiu atuação intensa dos bombeiros. Publicações internacionais chegaram a relatar evacuação de moradores e grande mobilização de viaturas no entorno da unidade.

E é aí que a história deixa de ser apenas “o vídeo do tombo”. Paola caiu porque estava trabalhando no meio de um cenário perigoso, fazendo reportagem em tempo real, numa área onde bombeiros ainda tentavam controlar uma emergência. Jornalista de externa não cobre notícia de camarote, cobre com o pé onde o problema está. Às vezes, literalmente dentro do buraco.

Eu achei meu brinco dourado embaixo de um dos vestidos e fiquei pensando nisso: a internet vai transformar a queda em corte viral, claro. Mas o recado por trás é outro. Cobertura ao vivo tem risco, principalmente quando envolve incêndio industrial, fumaça, pressa e estrutura urbana ruim. Paola levou um susto, saiu bem e ainda lembrou, sem querer, que o chão brasileiro também dá pauta.

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