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Kátia Flávia
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Bruno Mafra, 30 anos de pena: o tecnobrega e o homem que abusou das próprias filhas

O cantor paraense Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, teve a condenação por abuso sexual contra as duas filhas mantida pelo Tribunal de Justiça do Pará na quinta-feira. A pena é de 30 anos, quatro meses e 24 dias de prisão em regime fechado, com recursos da defesa rejeitados.

Kátia Flávia

28/03/2026 11h17

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O cantor foi condenado a 32 anos de prisão por estupro de vulnerável no Pará (Foto: Reprodução/instagram)

Eu preciso falar sobre esse homem porque ele tem biografia no site oficial descrevendo “resiliência e paixão”. Tem foto de divulgação com guitarra, cara de artista, jaqueta de couro, aquele ar de quem construiu algo. E construiu mesmo, só que a construção incluía isolar as filhas, pedir segredo, manipular psicologicamente crianças que tinham menos de 14 anos e eram, antes de qualquer outra coisa, filhas dele.

Os crimes aconteceram entre 2007 e 2011, em Belém. As denúncias vieram em 2019, quando as vítimas já eram adultas e finalmente puderam falar. A desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias foi precisa na leitura: ele usou a figura paterna e a relação de confiança como instrumento. A casa e o carro viraram territórios de abuso. O pai virou predador dentro do espaço que deveria ser o mais seguro do mundo.

Ele está em liberdade. Publicou no Instagram dizendo que confia na Justiça. A Justiça, por sua vez, manteve 30 anos de pena. Há apelação possível, como sempre há, porque o sistema oferece recursos e a defesa usa todos. As filhas não tiveram recurso nenhum. Elas tiveram que esperar até 2019 para que alguém registrasse oficialmente o que elas sabiam desde criança.

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Créditos: Instagram @brunoetrio

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